Um total de 112 pessoas teria morrido na Síria nesta sexta-feira, no dia de protestos mais sangrento desde que começaram as manifestações contra o regime de Bashar al Assad, segundo números de ativistas da oposição.
O dado foi apresentado pelo grupo The Syrian Revolution em seu site da rede social Facebook, onde se inclui a identidade das 112 vítimas fatais. "A maioria dos nomes foi confirmada", acrescenta a mensagem.
Os números divergem de outros previamente divulgados, que oficialmente seriam de 88 vítimas.
Para hoje se esperam novas protestos durante os funerais das vítimas.
Segundo ativistas da oposição, algumas áreas de Damasco amanheceram cercadas pelo Exército e a polícia, enquanto na cidade central de Homs as autoridades rejeitam entregar os cadáveres a suas famílias até que estas digam à televisão que grupos de salafistas mataram seus filhos.
Não houve pronunciamentos do governo de Damasco sobre os distúrbios.
A agência oficial "Sana" informou sobre um ataque, na noite de sexta-feira, contra um posto militar na localidade sulina de Izraa, que terminou com oito mortos e 28 feridos, tanto do grupo atacante como entre os militares, mas sem precisar quantas vítimas de cada grupo.
Também noticiou a morte de dois policiais em um ataque de desconhecidos em Damasco e na cidade central de Homs. FOLHA