A polícia confirmou nesta segunda-feira a participação de seis pessoas, presas no fim de semana, na facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC), que age dentro e fora das prisões catarinenses. Os criminosos foram apresentados nesta manhã na Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Florianópolis.
Entre os presos está Davi Schroeder, conhecido como Gângster. Segundo os investigadores, Davi era responsável por recolher, por meio de dízimos e porcentagem no tráfico de drogas, o dinheiro que abastece os caixas do PGC. Na casa do Gângster, no bairro Bela Vista, em São José, a polícia encontrou cartas de presos e cadernos que mostram o relacionamento com a facção.
Na operação denominada Al Capone (mesmo nome do norte-americano chefão da máfia no século passado) , a polícia prendeu Thaise Danielle da Conceição, mulher de Gângster, Leonardo Becker Dematte, Sinésio Benedito Faquere Júnior, Luciano Rosa, o Careca, e Willian Eulipia, o Manco. Todos foram detidos, em flagrante, por tráfico de drogas, associação ao tráfico e formação de quadrilha.
Para desencadear as prisões, os investigadores da Deic agiram de forma discreta entre sexta-feira à noite e madrugada de domingo. Na operação, os investigadores apreenderam sete quilos de maconha, cocaína, 29 micropontos de LSD, 96 comprimidos de ecstasy, dinheiro, celulares e dois carros (Fox, placas de Joinville, e Brava, de Florianópolis). Diário Catarinense