RIO - A Polícia Federal (PF) está investigando as motivações que levaram Wellington Menezes de Oliveira a invadir a escola municipal Tasso da Silveira e matar doze estudantes. Peritos e agentes do setor de inteligência estão buscando respostas no computador usado pelo criminoso e que foi apreendido. A carta encontrada por policiais e a suposta influência religiosa que o atirador sofria estão sendo objeto de atenção. Um grupo de agentes está rastreando o conteúdo de correspondências e todo o caminho que Wellington percorreu na internet.
A Justiça do Rio autorizou a quebra de sigilos dos telefones (fixos e móveis), de todos os e-mails e da página do Orkut usados por Wellington. Sete operadoras já foram notificadas, devendo informar os dados cadastrais dos assinantes que efetuaram ou receberam ligação entre o dia 7 de janeiro até o dia 7 de abril deste ano, período que Wellington morou na Rua José Fernandes, em Sepetiba.
A medida atinge as empresas Oi, Google, Microsoft Corporation (dona do Hotmail), Claro, Vivo, Tim, Nextel e Vesper Embratel. As informações deverão ser repassadas em 24 horas aos policiais da Divisão de Homicídios (DH) e da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, que investigam as circunstância de levaram Wellington a atirar nas crianças. Embora tratem o assunto com reservas, os policiais investigam se o autor da morte das crianças participava de algum grupo radical ou se tinha vínculos com extremistas religiosos. A hipótese foi considerada depois de os policiais recolherem e-mails trocados por Wellington e cartas deixadas pelo assassino. O Globo