Assaltos, tráfico de drogas e agora ordens para assassinato de autoridade do sistema prisional. São tentativas do Primeiro Grupo Catarinense (PGC). A mais recente descoberta da polícia seria um atentado contra o diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, a cadeia de segurança máxima do Estado e onde está o comando da facção criminosa.
O plano do PGC seria executar o diretor da Penitenciária de São Pedro de Alcântara, Carlos Antônio Gonçalves Alves. A revelação está em cartas apreendidas pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) no fim de semana em poder de um dos presos da operação Al Capone.
A polícia acredita ter frustrado o plano de morte com a prisão da quadrilha e principalmente de Davi Schroeder, o Gângster, apontado como um dos líderes do PGC fora da cadeia. Segunda à tarde, o diretor do Departamento de Administração Prisional (Deap), Adércio José Velter, disse ao Diário Catarinense que, além do diretor de São Pedro de Alcântara, ele próprio seria um dos alvos da facção.
— Sabíamos (dos planos de mortes). Contra ele, eu e outras autoridades do sistema. É do nosso cotidiano essa luta de bem contra o mal. Estamos sendo vítimas de diversas ações dessa facção já há algum tempo — declarou o diretor.
Para Adércio, o PGC pretende desestabilizar o sistema prisional e assim o fez recentemente ao divulgar pela imprensa carta denúncia em que os detentos reclamavam de tortura, ameaças e fome em São Pedro de Alcântara — a prisão abriga 1,3 mil homens. O diretor da Deic, delegado Cláudio Monteiro, evitou falar sobre o plano. Diário Catarinense