terça-feira, 17 de maio de 2011

ALL prevê para 2012 complexo industrial-logístico de Mato Grosso

A ALL (América Latina Logística) informou que irá investir R$ 730 milhões em um complexo agroindustrial e logístico para movimentação de grãos em Rondonópolis (MT).

A previsão é que o complexo funcione a partir de outubro de 2012 e, segundo a ALL, será o maior do Brasil para a movimentação de grãos.

Esse investimento será feito majoritariamente por empresas que pretendem levantar unidades no local --esmagadoras de soja, misturadoras de fertilizantes e distribuidoras de combustíveis.

A ALL aplica, desde 2009, R$ 760 milhões na construção da estrutura ferroviária que ligará o terminal de Alto Araguaia (MT) a Rondonópolis, num trecho de 260 km.

O novo complexo, que ocupará uma área equivalente a mais de 500 campos de futebol, deverá atrair fábricas das principais empresas do agronegócio, além de unidades de distribuidoras de combustíveis --a ALL não detalhou com quem já assinou acordo, mas prevê 30 empresas no local.

"Até julho queremos ter todos os contratos fechados", disse o diretor comercial da ALL, Sérgio Nahuz, citando entre eventuais participantes a Bunge e a Cargill, entre outras multinacionais.

Ele prevê que haverá três esmagadoras de soja no local, e que as misturadoras de fertilizantes migrarão suas operações para o complexo.

O novo polo logístico conectará uma importante região produtora de Mato Grosso à ferrovia que leva as cargas para exportação até o porto de Santos (SP), numa viagem que aumentará a competitividade do produto da região Centro-Oeste. Hoje, os carregamentos do Estado escoados por ferrovia são transportados até Alto Araguaia de caminhão, numa rota mais custosa e perigosa por rodovias esburacadas.

O COMPLEXO

A construção do complexo, que terá capacidade inicial para 15 milhões de toneladas ao ano, começará em 2011. De acordo com a demanda, uma expansão no terminal poderá elevar o potencial de movimentação para 30 milhões de toneladas/ano.

As obras no local deverão ser concluídas quase que simultaneamente à chegada da ferrovia em Rondonópolis, no final do ano que vem, permitindo aumentar a capacidade de transporte da companhia, que hoje responde por cerca de metade da movimentação de soja, milho e farelo de soja de Mato Grosso, com um volume de aproximadamente 10 milhões de toneladas.

A ALL investirá por meio da sua controlada Brado Logística cerca de R$ 30 milhões na unidade de contêineres do complexo.

Outros R$ 60 milhões, incluso no montante do projeto ferroviário, a ALL aplicará na estrutura dentro do terminal de Rondonópolis, com 45 km de trilhos.

O complexo logístico de Rondonópolis foi projetado para carregar dois trens de 120 vagões simultaneamente, e contará com terminais com capacidade de carregamento de 4.500 toneladas/hora de grãos, além de 1.500 t/hora de fertilizante.

Atualmente a companhia opera com trens de 80 vagões, carregados em 18 horas. Quando o novo modelo de 120 vagões estiver operando, em até quatro anos, a companhia poderá elevar o volume da carga em 50%, reduzindo o tempo de carregamento em 70%, disse o diretor da ALL.

No novo terminal, a ALL diz que manterá a tarifa entre 10% e 15% mais competitiva que o transporte rodoviário. FOLHA