Os bispos que participam da 49ª Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), na cidade de Aparecida (SP), começam hoje o processo de votação para a escolha do presidente, do vice-presidente e do secretário-geral da entidade.
Os eleitos terão mandato de quatro anos. Não há candidaturas colocadas --formalmente, todos os bispos na ativa (com exceção dos auxiliares) podem ser votados.
Serão eleitos os bispos que receberem a indicação de dois terços dos votantes. Caso nenhum dos nome reúna votos suficientes, serão feitas novas rodadas de votação. Em geral, são duas por dia.
À medida que as votações vão ocorrendo, os nomes mais votados vão aglutinando novos apoios. A partir da quinta votação, são eleitos os bispos que reunirem o apoio da maioria simples: metade dos votos mais um. A expectativa é que o novo presidente seja escolhido amanhã.
Alguns nomes são desde o início do processo apontados como fortes candidatos para a presidência. É o caso do cardeal dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida, que já foi secretário-geral da CNBB, e do arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta.
O atual presidente da CNBB, Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG), não quer a reeleição.
Os bispos eméritos (aposentados) não votam nem podem ser votados, mas participam da assembleia. FOLHA