Tendência de acomodação da atividade econômica deve persistir nos próximos trimestres, analisa o relatório do banco |
| A trajetória recente dos principais indicadores da economia brasileira revela arrefecimento do ritmo de expansão da demanda e moderação do crescimento da produção, movimentos consistentes com os efeitos das medidas macroprudenciais adotadas ao final de 2010 e, principalmente, do processo de elevação da taxa básica de juros. A observação é do Boletim Regional divulgado hoje pelo Banco Central. De acordo com o documento, a acomodação no ritmo de crescimento da economia brasileira esperada para os próximos trimestres reflete "em grande parte" as ações recentes de política monetária e a base de comparação elevada, após a forte recuperação registrada ao longo de 2010. As análises regionais divulgadas nesta quinta-feira referem-se ao trimestre encerrado em fevereiro. Norte - A atividade econômica na região Norte, uma exceção em relação ao desempenho da economia do país, registrou dinamismo expressivo no primeiro trimestre do ano, com aceleração do ritmo de expansão da indústria, estimulada pela robustez da demanda interna e pelo crescimento das exportações. Essa trajetória se traduziu no aumento de 4,2% assinalado no IBCR-N (Índice de Atividade Econômica Regional – Norte) no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando recuara 0,4% na mesma base de comparação. Nordeste - A evolução na margem (comparação mensal) dos principais indicadores da economia nordestina ratifica a tendência de arrefecimento da atividade na região. No trimestre encerrado em fevereiro houve desempenho negativo na indústria, menor expansão das vendas varejistas e eliminação de empregos formais. Nesse cenário, o IBCRNE ((Índice de Atividade Econômica Regional – Nordeste) cresceu 0,5% em relação ao trimestre encerrado em novembro, quando crescera 1,2% na mesma base de comparação. Centro-Oeste - O ritmo de crescimento da economia da região vem apresentando arrefecimento no início de 2011, movimento associado principalmente ao desempenho negativo da indústria. Nesse cenário, em que o aumento nos preços das commodities agrícolas sustenta a atividade varejista, o IBCR-CO (Índice de Atividade Econômica Regional – Centro-Oeste) aumentou 0,6% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando crescera 1,8%, no mesmo tipo de comparação. Sudeste - A atividade econômica no Sudeste, embora se mantivesse em trajetória de crescimento no primeiro trimestre do ano, registrou arrefecimento na margem. Nesse sentido, refletindo a manutenção no ritmo de expansão das vendas varejistas e o recuo na produção industrial, o IBCRSE (Índice de Atividade Econômica Regional – Sudeste) cresceu 0,9% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando havia aumentado 1,2%. Sul - A evolução recente da economia da região Sul refletiu, fundamentalmente, a retomada do crescimento industrial e o impacto da evolução favorável dos indicadores do mercado de trabalho sobre o comércio varejista. Nesse ambiente, o IBCR-S (Índice de Atividade Econômica Regional – Sul) cresceu 1,3% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando havia aumentado 0,1%, no mesmo tipo de comparação. CIDADE BIZ |