A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou nesta segunda-feira que existem boas razões para que a Europa mantenha a direção do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Ela também pediu respeito à presunção de inocência de seu atual diretor-gerente, Dominique Strauss-Kahn, indiciado nos Estados Unidos por agressão sexual.
"Sabemos que a médio prazo, os países emergentes podem aspirar os postos de direção do FMI e do Banco Mundial. Mas na atual situação, há boas razões para dizer que a Europa tem bons candidatos para substituir Strauss-Kahn à frente do Fundo caso tenha que renunciar", afirmou.
A possibilidade de saída de Strauss-Kahn da direção do FMI já vinha sendo cogitada para os próximos meses, uma vez que ele lidera as pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais francesas de 2012 -- à frente de seu rival, o presidente Nicolas Sarkozy.
Desde que essa perspectiva começou a ser analisada, iniciou-se uma discussão sobre a nacionalidade de seu sucessor. Países emergentes também começaram a se movimentar para tentar ocupar o cargo.
Se Strauss-Kahn realmente for preso devido à acusação de crime sexual, o processo de sucessão deve ser acelerado.
Ao comentar a situação do diretor do FMI, Merkel afirmou que "é importante apresentar as acusações. O processo está em curso. Esperemos a conclusão da investigação".
O crime teria acontecido em hotel em Nova York, onde Strauss-Kahn se hospedou. Uma camareira afirma que, ao entrar no quarto do agressor acreditando estar vazio, ele teria saído pelado do banheiro e tentado violentá-la.
A vítima disse ter repelido o diretor do FMI, mas ele a teria arrastado até o banheiro e novamente tentado violentá-la. Segundo a vítima, o estupro não teria sido consumado.
Strauss-Kahn foi preso em um aeroporto de Nova York, já dentro de um avião que partiria para a França. FOLHA