sábado, 28 de maio de 2011

Chilena LAN pode procurar Gol caso fusão com a TAM não ocorra

A companhia aérea chilena LAN pode procurar outro parceiro para seus planos de internacionalização se a proposta de associação com a TAM for rejeitada por um tribunal de defesa da concorrência, informou o "Le Mercurio", do Chile.

Na quinta-feira, o TDLC (Tribunal de Livre Concorrência do Chile) realizou uma audiência em que LAN e TAM apresentaram seus argumentos sobre a criação da maior companhia aérea da América Latina. Na ocasião, a TAM fez um alerta de que poderia buscar outro sócio se a anunciada fusão com a LAN for impedida pelo TDLC. "A TAM pode buscar outro sócio se a fusão com a LAN for barrada", afirmou o advogado da companhia aérea brasileira, Juan Gumucio.

As empresas anunciaram em agosto de 2010 um acordo para unirem operações, mas uma associação de consumidores no Chile opôs-se junto ao tribunal da concorrência, que abriu um processo de investigação.

O tribunal espera ter antes de agosto um veredito sobre a legalidade da operação.
"Ao final [se for reprovado], vamos procurar um 'second best'. Podemos ir falar com a Gol, que não sei se estará disponível, mas que sua internacionalização não se compara com a da TAM", disse o gerente-geral da LAN, Ignacio Cueto, em entrevista publicada pelo jornal chileno "El Mercurio".

"Também procuraremos por opções que não sejam deste tipo [fusão]", acrescentou.

Um representante legal da TAM disse durante a audiência que a companhia iria procurar outro parceiro, se a operação não avançasse.

No entanto, Cueto considerou que os argumentos apresentados ao Tribunal da Concorrência são "fortes" para permitir a união das empresas.

FUSÃO

A fusão entre as empresas ocorreria por meio de troca de ações para criação da Latam Airlines, maior companhia aérea da América Latina.

Pelos termos do acordo firmado em 2010, a família Amaro - controladora da TAM-- terá cerca de 13,5% da Latam, mas seguirá com 80% das ações com direito a voto na TAM Linhas Aéreas, que será uma subsidiária de capital fechado da holding. A família Cueto, atual acionista majoritária da LAN, ficará com ao cerca de 24% da Latam.

Está previsto um acordo de acionistas no bloco de controle determinando igual poder de voto para as duas partes.

Após o processo de fusão, a Latam gerará um grupo de companhias aéreas que fornecerá serviços de transporte de passageiros e de carga a mais de 115 destinos em 23 países, através de uma frota de mais de 280 aeronaves e que contará com aproximadamente 40 mil funcionários.

FOLHA