A manhã desta quarta-feira, 11, foi de conflito entre os discursos dos comandantes da Polícia Militar de Alagoas e representantes de entidades de classes dos militares no estado.
Desde as primeiras horas da manhã, o Comando de Policiamento da Capital (CPC), responsável pelo policiamento em Maceió e região metropolitana, garantiu que a presença de militares nos batalhões é rigorosamente normal.
A presença maciça dos militares demonstraria o fracasso do desaquartelamento, movimento decidido em assembleia na tarde de ontem, que previa a não ida dos militares aos batalhões pelo prazo de 48 horas, a começar desta quarta. Segundo o comandante do CPC, tenente-coronel Gilmar Batinga, ‘nenhuma viatura deixou de sair dos batalhões por falta de militar’. O oficial ainda disse que as faltas registradas estão dentro do previsto e que ele desconhece qualquer movimento paredista.
A afirmação do CPC, no entanto, se confronta com as declarações dadas à imprensa pelos presidentes da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas, major Wellington Fragoso, e Associação dos Subtenentes e Sargentos Militares de Alagoas (ASSMAL), sargento Teobaldo de Almeida, que afirmam que os militares aderiram em massa ao desaquartelamento.
Fragoso disse que a paralisação de hoje se dá em repúdio ao governador Teotônio Vilela (PSDB), que chamou os manifestantes de vândalos, após os episódios registrados na tarde de ontem. O oficial, no entanto, garante que o movimento pode acabar a qualquer momento, desde que o governo reabra o canal de negociação. “Vandalismo é não cumprir a lei, é não cumprir a Constituição”, avaliou o militar. ALAGOAS24HORAS