O corpo do estudante Felipe Ramos de Paiva, 24, --assassinado dentro da USP (Universidade de São Paulo) na noite de quarta-feira (18)-- foi enterrado por volta das 16h desta quinta-feira no Cemitério da Saudade, em Caieiras, na Grande São Paulo.
Segundo a administração do cemitério, cerca de 300 pessoas compareceram no enterro.
Paiva era estudante de ciências atuariais e foi morto com um tiro na cabeça por volta das 21h30 de ontem. Segundo testemunhas, ele foi seguido por uma pessoa após sair da aula. Os dois discutiram.
A assessoria de imprensa da USP informou que o vigia do prédio da FEA ouviu os tiros e correu para o local. A vítima foi encontrada caída ao lado de seu carro --um Passat preto blindado--, que estava com a porta do motorista aberta. Não foi possível socorrê-lo.
Não há informações sobre quem atirou contra o jovem. A USP registrou ao menos cinco casos de sequestros-relâmpagos dentro da Cidade Universitária entre os meses de março e abril.
As bandeiras da universidade foram hasteadas a meio mastro hoje, em sinal de luto pela morte.
O Ministério Público de São Paulo informou nesta quinta-feira que a promotora Mildred de Assis Gonzalez, do 5º Tribunal do Júri, foi designada para acompanhar as investigações sobre o assassinato.
INVESTIGAÇÃO
O diretor do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), delegado Jorge Carlos Carrasco, afirmou na tarde desta quinta-feira que a polícia investiga dois suspeitos de assassinarem um aluno da FEA.
Os dois homens --que não são alunos da USP-- aparecem em imagens de circuito interno saindo do saguão do prédio da FEA minutos antes do crime.
A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). Segundo relato de uma segunda testemunha, Felipe Ramos de Paiva, 24, havia sacado dinheiro em um caixa eletrônico antes de ser morto. No entanto, o delegado afirmou que o dinheiro não foi encontrado com a vítima. FOLHA