segunda-feira, 9 de maio de 2011

Corpo encontrado carbonizado em Caxias está há quatro meses no DML

O corpo de um homem carbonizado continua no Departamento Médico Legal (DML) de Caxias do Sul aguardando resultado de teste de DNA, desde 9 de janeiro. O cadáver foi encontrado no banco do carona de um Gol em uma estrada de chão perto do Campus 8 da Universidade de Caxias do Sul (UCS). O carro havia sido furtado no dia 6 de janeiro, em Farroupilha. A vítima estava com as mãos amarradas. Familiares reconheceram objetos encontrados junto ao corpo e forneceram material para o DNA. 

Não há nada a fazer enquanto a identificação não é comprovada pelo laboratório de genética forense do Instituto Geral de Perícias (IGP) estadual.

— Pode-se ter um teste de DNA em uma semana, meses ou nem se conseguir fazer. Tudo depende, se é feito com exame de sangue é mais simples, mas quando se trata de ossada ou corpo carbonizado normalmente é difícil de se extrair material _ explica o perito e chefe do laboratório, Rogério Gomes Saldanha.

Outra justificativa para a demora é que o laboratório concentra todos os pedidos de teste no Estado.

— Existe um acúmulo de demanda, porque não se faz só exame para identificar cadáver, mas também para violência sexual e identificação de suspeito no local do crime _ explica Saldanha.

O corpo encontrado carbonizado segue no DML de Caxias sem previsão de enterro.

— Enquanto tiver lugar, ele vai continuar na geladeira. Se não, ele vai para o Cemitério Municipal com o número da necropsia e, se um familiar se apresenta, com um provável nome ao lado — explica o coordenador do DML de Caxias, Paulo Moura Castro.

Segundo o responsável pelo DML, outro caso semelhante, de um homem carbonizado em Bento, levou cerca de 10 meses para vir o resultado do DNA. Titular do 2º Distrito Policial e responsável pelo caso, o delegado Daniel Trindade disse que a comprovação da identidade da vítima é primordial para dar andamento às investigações.

— Já há um reconhecimento prévio no inquérito policial e a investigação está avançada, mas o exame de DNA é imprescindível para a elucidação do caso. Só assim poderemos analisar seu histórico — explica o delegado. 

Trindade pondera ainda que, dependendo do resultado, pode haver até uma reviravolta no caso.

— Pode ser que apareça alguma situação que demonstre um latrocínio. Por hora, a linha de investigação é homicídio. Além da motivação, o DNA é importante para chegar ao autor. PIONEIRO