O Equador e a Venezuela negaram ter relações com o grupo guerrilheiro Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), conforme divulgado em uma publicação do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), de Londres.
De acordo com o organismo, o presidente equatoriano, Rafael Correa, teria recebido doações das Farc durante sua campanha presidencial, enquanto o venezuelano Hugo Chávez poderia ter negociado ataques e financiado ações do grupo.
O dossiê elaborado pelo IISS foi baseado em arquivos eletrônicos de Raúl Reyes, que era o segundo no comando das Farc e que morreu em um ataque do Exército colombiano em março de 2008.
A incursão militar que matou Reyes levou ao rompimento das relações bilaterais entre Bogotá e Quito, pois a ação foi realizada em território equatoriano.
O documento aponta que os guerrilheiros teriam dado US$ 400 mil à campanha eleitoral de Correa.
"Se alguém, em nome da campanha de Rafael Correa, pediu dinheiro, as Farc foram enganadas, porque nós jamais recebemos das Farc", declarou o presidente, em uma coletiva de imprensa.
O mandatário também destacou que "jamais aceitei 20 centavos de uma organização, ou como a chamem, dessa natureza, e jamais permiti que fossem recebidos 20 centavos". ANSA/FOLHA