O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner disse que a seleção do próximo líder do FMI (Fundo Monetário Internacional) deve ser feita em um processos aberto que leve à uma sucessão rápida.
Já John Lipsky, o diretor interino do organismo, disse nesta quinta feita que lamenta profundamente as circunstâncias que o colocaram temporariamente no cargo.
Lipsky, que é americano, assumiu o posto nesta semana depois que o então diretor-gerente do FMI Dominique Strauss-Kahn foi acusado de abuso sexual contra a camareira de um hotel onde se hospedou no último sábado, em Nova York.
Strauss-Kahn, que negou a acusação, renunciou ao cargo no FMI.
Tradicionalmente, o chefe do FMI tem sido um europeu, enquanto um americano dirige o banco mundial. Países em desenvolvimento há anos criticam esse acordo e agora tentam que seus representes sejam considerados para ocupar o cargo no FMI.
Os EUA tem mais votos que qualquer outra nação na escolha do novo chefe do organismo. A declaração de Geithner não deixou claro se os EUA apoiarão a Europa ou os países em desenvolvimento. Segundo analistas, Washington não declarará apoio a ninguém publicamente, mas trabalhará nos bastidores em favor de um dos grupos. ASSOCIATED PRESS/FOLHA