A WTorre interrompeu nesta quarta-feira as obras da nova arena do Palmeiras. A empresa já havia antecipado à Folha, na noite de terça, que os mais de 200 operários do empreendimento não dariam prosseguimento aos trabalhos.
Na manhã desta quarta, a paralisação se confirmou. No portão de entrada localizado na Av. Francisco Matarazzo --de onde é possível ver o antigo estádio sendo demolido e a construção da estrutura da nova arena --, não havia movimentação de trabalhadores.
Dois funcionários do clube confirmaram que a obra estava parada desde as primeiras horas do dia, por decisão unilateral da construtora.
O motivo é a falta da assinatura da escritura de cessão de uso do terreno.
Arnaldo Tirone, presidente do Palmeiras, disse que deve assinar o documento até esta quinta-feira.
O cartola também desdenhava da ameaça de paralisação das obras. "Se eu fosse ele [Walter Torre], não pararia", disse.
A construtora põe em prática a ameaça que vem sendo feita há algumas semanas.
O presidente do Palmeiras pede que a WTorre faça um seguro no valor de R$ 200 milhões para assinar a escritura. Tirone diz, porém, que até agora a construtora ofereceu apenas R$ 32 milhões.
A alegação do clube é a de que não há garantias de que o Palmeiras conseguiria outra construtora, caso a atual desista do negócio.
A briga pela assinatura da escritura é ainda mais quente dentro do clube. O acordo com a WTorre, assinado na gestão anterior, de Luiz Gonzaga Belluzzo, é muito criticado por aliados de Tirone, como o também ex-presidente do clube Mustafá Contursi.
Ele e outros conselheiros próximos ao atual mandatário são críticos ferrenhos do contrato, que, dizem, é prejudicial para o Palmeiras. FOLHA