sexta-feira, 6 de maio de 2011

Justiça britânica exonera polícia de falha em ataques de 2005

Sol brilha por entre os pilares do memorial para as vítimas dos atentados de julho de 2005, que mataram 52
A Justiça britânica exonerou nesta sexta-feira as forças de segurança de qualquer responsabilidade pelas 52 vítimas dos atentados suicidas de 7 de julho de 2005, em Londres.

No dia, quatro islâmicos britânicos --Mohammad Sidique Khan, 30, Shehzad Tanweer, 22, Hasib Hussain, 18, e Jermaine Lindsay, 19-- detonaram bombas em três trens lotados e um ônibus, durante a hora do rush da manhã. As explosões deixaram 52 mortos, além deles próprios, e mais de 700 feridos, no pior ataque terrorista em solo britânico.

Um legista determinou formalmente, quase seis anos após os ataques, que as vítimas foram assassinadas em uma "onda inimaginável de horrores" e que não houve falha das forças de segurança que contribuíssem para as mortes.

A juíza Heather Hallett acatou a decisão e rejeitou qualquer novo inquérito sobre os ataques de 2005.

Ela disse que as evidências apresentadas nos últimos cinco meses não justificam a conclusão de que qualquer falha de uma organização ou indivíduo causou ou contribuiu para as mortes.

Todas as evidências científicas e médicas apontam que nenhuma das 52 vítimas teria sobrevivido, mesmo se as equipes de emergência tivessem chegado antes ao local.

Muitas das famílias das vítimas dos ataques de 2005 pediram um inquérito público sobre as explosões para estabelecer se a polícia e o serviço nacional de segurança, o MI5, poderiam ter impedido a tragédia.

Um porta-voz de dez das 30 famílias envolvidas disse estar satisfeito com os procedimentos e ressaltou a importância de que o inquérito sirva para melhor preparar as forças britânicas para eventos similares. REUTERS/FOLHA