Uma missa celebrada na noite deste sábado na capela Cristo Libertador, em Realengo (zona oeste do Rio), homenageou as vítimas do massacre ocorrido em uma escola do bairro há um mês. Segundo a assessoria da Arquidiocese do Rio, cerca de 600 pessoas participaram da celebração.
Compareceram familiares das vítimas e professores da escola municipal Tasso da Silveira, onde o massacre aconteceu. Ao final da celebração, Maria Dalva Costa, moradora do morro do Borel, na região da Tijuca (zona norte), deu um testemunho sobre como superou a morte de seu filho há oito anos, numa chacina, e emocionou os presentes.
Maria Dalva ainda recitou um poema em homenagem às mães das vítimas, e lembrou que neste domingo é comemorado o Dia das Mães.
Em nome dos professores da Tasso da Silveira, a professora Conceição Michele leu para os presentes uma mensagem de esperança.
Na manhã de hoje, os 12 adolescentes mortos no dia 7 de abril por Wellington Oliveira de Menezes, 23, já haviam sido homenageados.
NOVA PARÓQUIA
Durante a celebração, presidida pelo arcebispo do Rio, Orani João Tempesta, foi anunciada a emancipação da capela onde a missa foi realizada, que hoje é subordinada à paróquia de São José.
Segundo a assessoria da arquidiocese, o arcebispo anunciou que a capela será transformada em paróquia Cristo Libertador e Santos Mártires Inocentes.
O nome é uma referência ao episódio de Realengo e, ao mesmo tempo, relembra as crianças mortas pelo rei Herodes, conforme relatado no Evangelho. Herodes mandou matar todas as crianças de até dois anos, de acordo com a Bíblia, imaginando que assim exterminaria Jesus Cristo.
A intenção do arcebispo, segundo o assessor, é que as pessoas lembrem do episódio "não com tristeza, mas com esperança de superá-lo". FOLHA