quarta-feira, 18 de maio de 2011

Mortes em acidentes com motos param de crescer em São Paulo, diz Seade

O número de mortes em acidentes com motos no Estado de São Paulo manteve-se estável entre 2008 e 2009, após seis anos seguidos de altas. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Seade (Fundação Estadual de Análise de Dados).

A taxa de mortalidade entre motociclistas em 2008 foi de 3,43 óbitos por 100 mil habitantes. No ano seguinte, o indicador registrou queda de 0,88%, com 3,4 mortes por 100 mil habitantes.

De acordo com o Seade, São Paulo aparece na 21ª colocação entre todos Estados do país. A taxa de mortalidade nacional em 2008 --último ano com informações disponíveis para todos Estados-- foi de 4,7 óbitos por 100 mil habitantes.

Roraima, Tocantins, Piauí e Mato Grosso registraram os piores resultados, com índices superiores a 10 óbitos por 100 mil habitantes.

Mesmo com a estagnação, São Paulo concentra 15% das vítimas fatais de acidentes com motos no país.

CAPITAL X INTERIOR

Em 2009, a taxa de mortes na região metropolitana de São Paulo (3,1 óbitos por 100 mil habitantes) foi inferior à média estadual.

O número foi superado por diversos municípios do interior de Estado. Ribeirão Preto (5,38), Marília (4,71), Barretos (4,32) e Sorocaba (4,38) registraram os resultados mais elevados de vítimas fatais por 100 mil habitantes.

O estudo apontou, com base nos dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, que cerca de 20% das vítimas fatais no período trabalhavam como motoboys.

As estatísticas do estudo consideraram os óbitos envolvendo condutores e passageiros de motocicletas. Os resultados foram apurados com base no Sistema de Estatísticas Vitas, mantido pela Fundação Seade com informações mensais dos cartórios de Registro Civil. FOLHA