A Tokyo Electric Power Company (Tepco), operadora da central de Fukushima Daiichi, anunciou nesta sexta-feira que no ano fiscal encerrado em março registrou perda de 1,25 trilhão de ienes (cerca de US$ 15,7 bilhões), devido sobretudo à crise nuclear iniciada após o terremoto seguido de tsunami do último dia 11 de março.
Trata-se da maior perda líquida registrada na história por uma companhia japonesa não financeira.
Durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta em Tóquio, a operadora anunciou também que o atual presidente, Masataka Shimizy, irá deixar o cargo após a assembleia de acionistas que será realizada no fim de junho. Shimizy será substituído pelo atual diretor-gerente da companhia, Toshio Nishizawa.
A empresa cifrou o investimento em segurança, destinado a resfriar os reatores e a evitar a expansão das emissões radioativas, em 426 bilhões de ienes (cerca de US$ 5,2 bilhões), e em 49,7 bilhões (cerca de US$ 607 milhões) o custo para reativar suas centrais térmicas.
A Tepco confirmou ainda que decidiu desmantelar os quatro reatores que seguiam operando na usina, estimando o custo da operação em 207 bilhões de ienes (cerca de US$ 2,6 bilhões).
A companhia abandona também o plano de construir dois novos reatores em Fukushima, o que equivale a cerca de 39,3 bilhões de ienes (cerca de US$ 480 milhões) em perdas.
Além disso, planeja realizar uma redução de pessoal, mas os detalhes do plano só serão conhecidos ao longo do ano.
A Tepco é uma das principais companhias elétricas do Japão, responsável pelo fornecimento na região onde se encontra a capital japonesa, com mais de 30 milhões de habitantes.
Antes do acidente, a operadora esperava acabar o exercício com um lucro de 110 bilhões de ienes (cerca de US$ 1,5 bilhão). FRANCE PRESS/EFE/FOLHA