Os preços futuros do petróleo nos Estados Unidos registraram queda pelo quinto dia consecutivo nesta sexta-feira, uma vez que o dólar mais forte estimula os investidores a vender commodities.
Os investidores não apenas venderam petróleo, mas realizaram vendas generalizadas de outras fontes de energia e matérias-primas como cobre, estanho, cacau, café, açúcar e chumbo.
Este auge nas vendas foi influenciado pelos dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, cuja taxa de desemprego, divulgada hoje, subiu 2 décimos percentuais, para 9%, o que poderia afetar o consumo dessas matérias-primas.
Antes de os EUA se virem envolvidos na pior recessão em quase oito décadas, o índice de desemprego era de cerca de 5%.
O mercado teme que haja queda na demanda, devido ao freio no consumo causado por inflação e desemprego em países desenvolvidos.
O barril de West Texas Intermediate (designação de "light sweet crude" negociado nos EUA), negociado em Nova York (Nymex), fechou a US$ 97,18 o barril, com perda de US$ 2,62 dólares, ou 2,62%.
Durante a sessão, o petróleo foi negociado entre US$ 94,63 e US$ 102,38.
Depois da forte liquidação de quinta-feira, que reduziu os preços em US$ 9,44, o primeiro vencimento do petróleo fechou a semana em queda de US$ 16,75 dólares, ou 14,7%.
Foi a maior perda semanal em dólares desde 1983, quando as negociações do petróleo começaram na Nymex. Em termos percentuais, a perda semanal foi a maior desde 19 de dezembro de 2008, quando o preço recuou 26,8%.
No IntercontinentalExchange de Londres, o barril do Brent do Mar do Norte fechou nesta sexta-feira em baixa de 1,5%, cotado a US$ 109,13.
O preço máximo negociado hoje foi de US$ 114,24 por barril, e o mínimo, de US$ 105,15, valor não visto desde fevereiro, antes das revoltas populares no mundo árabe. FOLHA