Ratko Mladic, ex-chefe militar dos sérvios da Bósnia preso na quinta-feira (26), acusado de crimes de guerra, pediu "calma" neste sábado e disse que não quer ser motivo de distúrbios, antes de uma manifestação ultranacionalista em Belgrado, disse seu advogado.
"(Mladic) está pedindo que as pessoas tenham calma, o sangue não deve correr, ele não quer ser motivo de distúrbios", disse à imprensa seu advogado Milos Saljic, indicando que Mladic "tem consciência de que será enviado" ao TPI (Tribunal Penal Internacional), conhecido como Tribunal de Haia, onde responderá por genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade.
Seu apelo se dirige ao ultranacionalista Partido Radical Sérvio, que está organizando para domingo um protesto em Belgrado contra a detenção de Mladic.
O ex-general sérvio Ratko Mladic - que é acusado de genocídio e outros crimes durante a guerra da Bósnia (1992-1995). Enquanto estava foragido, sofreu dois derrames, e tem o braço direito parcialmente paralisado e dificuldades para falar, afirmou seu filho, Darko Mladic.
Ele é acusado de ter ordenado e coordenado, durante a guerra na Bósnia, o massacre de pelo menos 7,5 mil meninos e homens muçulmanos na cidade de Srebrenica, em 1995 - a maior atrocidade cometida na Europa desde a Segunda Guerra.
FRANCE PRESS/FOLHA