“Quando tomei posse há 15 meses, disse em entrevista e muitos acharam absurdo e eu repito: do jeito que está o campus da Universidade de São Paulo é terra de ninguém. Essa morte, que é algo extremamente lamentável, é algo que não era imprevisível”, declarou. O reitor afirmou que criminosos agem no campus porque sabem que a Polícia Militar não entra na universidade.
“A universidade se compromete até por escrito que não apóia, obviamente, a repressão a colocações, movimentos e à explanação do pensamento, quer individual ou coletivo, de estudantes, professores ou de funcionários. Entretanto, há que se permitir que haja, em um local tão grande e tão perigoso, a possibilidade de uma visita várias vezes ao dia e à noite da Polícia Militar”, disse Rodas.
De acordo com o reitor, haveria uma minoria que é contra a entrada de policiais militares no campus. “Espero que mudem a opinião depois do assassinato. Mas acho que precisamos de um trabalho grande da imprensa e da opinião pública porque aquilo não é um ente separado, não é um estado à parte”, declarou.
Rodas destacou ainda que a universidade enfrenta problemas de segurança há muitos anos. “A questão aumentou ultimamente, mas é algo recorrente há muitos anos”, afirmou. JORNAL DO BRASIL