segunda-feira, 6 de junho de 2011

'Fogueteira do Maracanã' será enterrada nesta segunda, no Rio de Janeiro

Morta na noite de sábado, vítima de um aneurisma cerebral, Rosenery Mello do Nascimento, 45, que ficou conhecida como a 'Fogueteira do Maracanã', será enterrada nesta segunda-feira, às 14h, no cemitério de São Gonçalo, no Rio.

Ela ganhou fama ao ter atirado um sinalizador no gramado, durante a partida entre Brasil e Chile, em setembro de 1989, pelas eliminatórias da Copa da Itália em 1990. Na época do incidente no Maracanã, Rosenery tina 24 anos.


Em 1989, precisando vencer o Brasil em pleno Maracanã para se classificar para a Copa do Mundo, o Chile protagonizou uma maiores farsas da história do futebol. Com sua equipe perdendo de 1 a 0 e dando adeus ao sonho de disputar o Mundial, o goleiro Roberto Rojas se aproveitou do fato de um foguete sinalizador ter sido atirado no gramado próximo a ele, tirou da luva uma pequena navalha e se cortou, simulando ter sido atingido pelo artefato.

O lance ocorreu aos 24 minutos do segundo tempo e o goleiro saiu carregado pelos companheiros e levado ao vestiário. O juiz Juan Lostau esperou 20 minutos e encerrou o jogo.

O time chileno saiu de campo, tentando provocar uma nova partida ou mesmo ganhar no tapetão, mas a farsa foi descoberta.

Médicos legistas que o examinaram após a partida encontraram só uma "ferida incisa sem vestígios de pólvora" em seu supercílio. Ele disse que colocou em seu relatório que o Chile abandonou o campo.

Como punição, o Chile ficou impedido de disputar jogos oficiais por cinco anos e Rojas foi banido do esporte. Pouco tempo depois descobriu-se a identidade da pessoa que atirou o rojão. Era uma mulher, Rosenery Mello, que ficou conhecida como "a fogueteira do Maracanã".

Anos mais tarde Rojas voltou a trabalhar no futebol como preparador de goleiros e mais tarde como treinador do São Paulo.

FOLHA