quarta-feira, 1 de junho de 2011

Jornalista foi torturado até a morte no Paquistão, diz legista

Um dos médicos que fizeram a autópsia no jornalista Syed Saleem Shahzad, 40, encontrado morto na terça-feira nos arredores de Islamabad (Paquistão), concluíram que o correspondente foi torturado até a morte.

"A causa da morte é tortura. O corpo e o rosto da vítima apresentam vários ferimentos", afirmou o doutor Ashok Kumar à agência de notícias France Presse.

Shahzad, que trabalha para a agência italiana AdnKronos International, desapareceu no domingo (29). O seu corpo foi encontrado pela polícia a poucos metros de seu automóvel, na região de Sara e Alamgir, a cerca de 150 km da capital Islamabad.

Nesta quarta-feira, centenas de pessoas foram a seu funeral, realizado em Karachi.

Shahzad trabalhava para a agência italiana desde 2004. Em novembro de 2006, ele foi sequestrado pelos militantes do Taleban em Helmand, Afeganistão, enquanto realizava uma reportagem. Ele foi liberado sete dias depois de ter sido submetido a um julgamento taleban por espionagem.

Segundo o jornal paquistanês "Dawn", ele havia escrito recentemente um artigo para o "Asia Times Online" no qual denunciava os laços entre a Marinha paquistanesa e a rede terrorista Al Qaeda.

Ele ainda havia dito a organizações de defesa dos direitos humanos que fora ameaçado pelos serviços de inteligência militar.

A Adnkronos International foi fundada em 2003, é especializada em mundo islâmico e tem cerca 50 de funcionários na Itália e o mundo.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, condenou veementemente na terça-feira o sequestro e assassinato de Shazad.

FOLHA