segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nova ajuda à Grécia pode chegar a 100 bilhões de euros

O novo pacote de ajuda financeira à Grécia, que deverá substituir o plano de socorro fechado no ano passado, pode chegar a 100 bilhões de euros. A informação foi publicada na revista alemã "Der Spiegel".

A previsão foi feita por representantes da União Europeia à revista. Quando um novo pacote começou a ser discutido, a previsão era de que a Grécia precisaria de 60 bilhões de euros.

Em maio do ano passado, a Grécia fechou um acordo de receber empréstimo de 110 bilhões de euros da União Europeia e do FMI (Fundo Monetário Internacional), que é liberado em parcelas.

As discussões sobre um novo pacote começaram quando o FMI e a UE começaram a analisar a liberação da quinta parcela, de 12 bilhões de euros, marcada para junho.

Nesta semana, o governo grego discute um modificações no plano de medidas de austeridade que será lançado na quarta-feira, apenas duas semanas depois de um pacote de cortes de gastos e privatizações ter sido lançado, mas sem apoio da oposição.

Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro grego, George Papandreou, se reúne com seus ministros para discutir como garantir a aprovação do novo plano de medidas no Parlamento. A rejeição ao plano cresce até mesmo entre os parlamentares aliados do governo.

Na terça-feira, o plano será apresentado aos parlamentares do Partido Socialista, do governo, para garantir o apoio da base governista.

O pacote de medidas deve incluir ações a serem tomadas até 2015 para reduzir o deficit fiscal do país, que atualmente está em 10,5% do PIB (Produto Interno Bruto).

Entre as medidas extras de austeridade estão mais cortes para economizar mais 6,4 bilhões de euros este ano e nos próximos dois anos.

PRIVATIZAÇÕES

O governo grego deu início ao programa de privatizações nesta segunda-feira, ao fechar um acordo com a Deutsche Telekom para vender 10% de participação estatal ba OTE (Hellenic Telecom).

O programa de privatizações da Grécia, se colocado em prática como combinado com os credores europeus, irá levantar 50 bilhões de euros até 2015.

FOLHA