sexta-feira, 24 de junho de 2011

Obama defende direitos dos homossexuais em ato de arrecadação de fundos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira que os casais homossexuais merecem ter "os mesmos direitos" que qualquer outro no país, durante seu primeiro ato de arrecadação de fundos com a comunidade gay em Nova York.

Seu discurso diante de 50 homossexuais em Nova York aconteceu em pleno debate no estado sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o que se tornaria no sexto a reconhecer esta lei.

Obama recebeu calorosos aplausos em vários momentos de seu discurso, que incluiu a leitura de uma carta recebida de um adolescente homossexual de uma pequena cidade americana.

"Ele me disse que era gay. Ainda não tinha contado a seus pais, não se sentia a vontade de assumir sua sexualidade", disse o presidente, que informou que o jovem de 17 anos aguardava o dia em que não precisasse mais sentir medo.

"Tenho certeza de que conseguiremos a igualdade que ele merece", afirmou Obama, que adiantou que não será um caminho fácil e terá muitos obstáculos.

O governante lembrou que já houve um "enorme progresso" desde que ele chegou à Casa Branca em janeiro de 2009, e citou a revogação em dezembro da lei DADT ("Don't Ask, Don't Tell"), que restringe os soldados que são abertamente homossexuais ou bissexuais do serviço militar.

Durante o evento foram arrecadados US$ 35,8 mil e alguns membros da comunidade gay podem se manifestar a favor da legalização do casamento entre homossexuais e pedir que o líder esclareça sua postura sobre a medida, que ainda não foi aprovada no estado de Nova York.

"Estamos cansados de sermos considerados cidadãos de segunda classe. Obama não apoia o casamento porque teme não ser reeleito", disse em declarações um colombiano que se identificou como Sergio e que fazia parte de um protesto onde foram exibidas diversas bandeiras do arco íris, mensagens reivindicativas e cartazes.

A visita do presidente provocou a mobilização de um grande número de agentes da Polícia de Nova York, que rodearam com cercas de segurança as imediações do local.

EFE/FOLHA