sábado, 6 de agosto de 2011

Merendeira que confessou envenenamento é considerada foragida

A merendeira Wanuzi Mendes Machado, que confessou ter colocado veneno de rato no almoço de alunos, funcionários e professores da Escola de Ensino Fundamental Pacheco Prates, em Porto Alegre, já é considerada foragida. Segundo o delegado Cléber Lima dos Santos da Delegacia de Homicídios, que investiga o caso, foram feitas buscas na casa da jovem de 23 anos, mas ela não foi localizada. A polícia segue à procura da mulher. 


O Tribunal de Justiça do Estado determinou, no fim da noite dessa sexta-feira, a prisão preventiva da merendeira. Em depoimento, a jovem disse não ter tido motivos para cometer o crime, alegou problemas psicológicos e confirmou ter despejado dois sacos pequenos da substância raticida Nitrosin no estrogonofe servido aos 39 alunos da escola na quinta-feira. A funcionária foi contratada há três semanas, em caráter emergencial, e foi uma das pessoas hospitalizadas após comer a refeição. O delegado vai indiciá-la por tentativa de homicídio doloso (com intenção). Após o depoimento, ela foi liberada. O último aluno internado por intoxicação recebeu alta na tarde de ontem do Centro de Saúde Lomba do Pinheiro, na zona Leste. Parte dos pacientes intoxicados realizou ontem novos exames preventivos no centro da Lomba do Pinheiro e outros o farão no centro Bom Jesus, no domingo. A Secretaria de Educação de Porto Alegre não informou o resultado dos exames. A pasta define na próxima segunda-feira a data do retorno das aulas. Segundo a diretora da instituição, a tendência é que pais e alunos sejam preparados psicologicamente para voltar às aulas. Ela confirmou que a escola não tem câmeras de segurança.


Envenenamento de comida


Alunos, funcionários e professores da Escola de Ensino Fundamental Pacheco Prates foram levados para pronto atendimentos da região ontem, depois que uma professora desconfiou de grânulos de cor rosa na comida do almoço, um estrogonofe. Algumas pessoas reclamaram de mal-estar e dores de cabeça e barriga. A titular da Delegacia de Polícia Volante, delegada Clarissa Demartini, informou que foram encontrados pequenos sacos contendo um aparente veneno de rato e uma tesoura na cozinha da instituição. Na sexta-feira, a delegada confirmou que a substância é o raticida Nitrosin. Segundo o setor de pediatria do Pronto Atendimento da Lomba do Pinheiro, o produto pode alterar a coagulação do sangue, gerando sangramentos de diversos níveis de gravidade.

CORREIO DO POVO