O Nordeste e o Centro-Oeste são as regiões do país com maior potencial para expansão do segmento de lojas de conveniência no país.
A avaliação é do Sindicom (sindicato que reúne as distribuidoras de combustíveis e de lubrificantes).
A projeção é que esse mercado cresça 15% ao ano em número de lojas em 2011 e 2012, acima da média nacional (11% ao ano).
Hoje, o Brasil tem 16% dos quase 38.400 postos de combustíveis com lojas de conveniência. São 6.153 estabelecimentos.
A parcela é bem menor que a verificada nos EUA (89%) e em países da América Latina, como Argentina (49%), Venezuela (38%) e Chile (34%).
O Sindicom destaca que o mercado de conveniência está muito ligado ao crescimento da renda do consumidor e das vendas de veículos, assim como ao aumento da urbanização que gera mais trânsito nas ruas.
"Esse tipo de comércio tem a vantagem de oferecer o estacionamento, que é o próprio posto de combustível", afirma Alísio Vaz, presidente do Sindicom.
"O cliente que opta pela loja de conveniência é o consumidor 'motorizado', que não quer perder tempo entrando em supermercados ou mesmo em estabelecimentos menores, como padarias e redes de 'fast food'", completa.
Mas Vaz afirma que essas opções de menor porte têm se tornado concorrentes mais importantes para as lojas de conveniência.
"Tudo tem crescido no país. Por isso, o potencial para a conveniência tende a ser maior em cidades com menos alternativas", afirma.
Além disso, nesses locais, as lojas de conveniência se transformam em procurados pontos de encontro para lazer de públicos com poucas opções de entretenimento.
"Observamos isso no Nordeste e no Centro-Oeste, para uma classe média que, agora, tem uma moto ou um carro", afirma Luciana Aguiar, sócia-executiva da Plano CDE, empresa de consultoria e pesquisa.
Ainda de acordo com o Sindicom, o perfil das lojas de conveniência têm mudado para atender a demanda, incorporando mais itens de alimentação, como sanduíches, saladas e até refeições prontas. "É uma tendência mundial", afirma Vaz.
FOLHA