Espanha e Itália estão "fazendo muito" para tentar escapar da crise da zona do euro, mas, segundo um membro do alto escalão do FMI (Fundo Monetário Internacional), os países vão precisar de apoio internacional para cumprir a missão.
Durante uma conferência nesta quarta-feira, Arrigo Sadun, representante do FMI para países como Itália e Grécia, afirmou também que o pacote de austeridade italiano, aprovado hoje, é desafiador mas realístico.
A diretora-gerente do órgão, Christine Lagarde, afirmou esperar que um eventual investimento pelos Bric - Brasil, Rússia, Índia e China - em bônus europeus não se limite a títulos de menor risco, como os alemães ou britânicos.
Em resposta a uma pergunta do jornal italiano "La Stampa" sobre notícias de que o Brasil poderia investir na Europa, ela disse que tal movimento seria aceitável pelo FMI. "Esse interesse dos Brics é um desenvolvimento interessante, mas, se for limitado a Alemanha e Reino Unido, eles não tomarão grandes riscos", disse.
Citado pelo jornal espanhol "El País", o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, defendeu que a Europa tem capacidade para enfrentar a crise. Para isso, ele disse que se faz necessária uma "unidade de ação".
REBAIXAMENTO
Contribuindo com a desconfiança em relação à capacidade da zona do euro em superar a crise pela qual alguns de seus países passam, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de crédito de cinco comunidades autônomas da Espanha nesta quarta-feira.
As notas de Andalucía, Cataluña, Valencia, Murcia e Canarias foram reduzidas por causa de deficits excessivos, de acordo com o jornal espanhol "El País". A agência colocou mais dez regiões em perspectiva negativa - sinalizando que mais comunidades podem ser afetadas.
Os bancos franceses Crédit Agricole e Société Générale também tiveram suas notas rebaixadas hoje pela Moody's, que citou a exposição das instituições à dívida da Grécia.
A agência de classificação de risco deixou o BNP Paribas em revisão para rebaixamento, dizendo que a lucratividade e a base de capital do banco são amortecedores adequados para sustentar sua exposição a Grécia, Portugal e Irlanda.
FOLHA