A greve dos funcionários dos Correios iniciada hoje interrompeu a entrega de correspondências na Grande São Paulo.
Segundo a direção do sindicato paulistano, 97% dos funcionários operacionais (carteiros e separadores postais) estão parados.
Nas agências, o atendimento está sendo feito com 30% dos empregados, mas não há garantia de entrega das correspondências.
Os Correios da Grande São Paulo têm 20 mil funcionários, segundo a direção do sindicato.
A empresa ainda não divulgou um balanço do movimento. Em nota, disse apenas que "trabalha para normalizar a situação o mais rápido possível e está adotando uma série de medidas que garantem o atendimento à população brasileira: contratação de recursos, realocação de pessoal, realização de horas extras e trabalho nos finais de semana".
Segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), a greve teve adesão em todos os Estados.
REAJUSTE SALARIAL
De acordo com a Fentect, a proposta salarial apresentada pelo governo federal inclui reajuste de 6,87% para repor a inflação do período, ganho real de R$ 50 a partir de janeiro para todos os trabalhadores, independentemente do salário, e abono de R$ 800.
A categoria reivindica aumento salarial linear de R$ 400 a partir de janeiro, reposição da inflação calculada em 7,16% e mais 24,76% referentes a perdas acumuladas desde 1994.
Haverá assembleias ao longo do dia em todos os Estados.
FOLHA