sábado, 1 de outubro de 2011

Bolsa fixa posto de pior investimento; dólar é melhor aplicação de setembro


O investidor teve um mês bastante difícil em setembro. Enquanto as aplicações mais conservadoras sofreram, a renda variável teve um desempenho frustrante. Nas pontas opostas, de melhor e pior aplicação, aparecem o dólar e a Bolsa.

O valor da moeda americana disparou 18,1% em setembro, sua maior variação mensal em quase 36 meses, o que colocou aplicações atreladas ao câmbio no topo do ranking de investimentos do período, ganhando com folga dos "segundos colocados".

Em seu sexto mês consecutivo de desvalorização, a Bolsa de Valores confirmou mais uma vez o seu posto como pior investimento do ano.

O termômetro dos negócios para o mercado de ações brasileiro, o índice Ibovespa, amargou uma queda de 7,38%, o pior tombo mensal desde outubro de 2008 -- mês seguinte à quebra do banco americano Lehman Brothers, episódio que detonou a fase mais turbulenta da crise de 2008.

Desanimados com as perdas passadas, investidores fugiram do mercado acionário e correram para os habituais "portos seguros" em cenários de incerteza: além do dólar, o ouro.

A commodity, cuja cotação já subiu mais de 10% neste ano, ainda assim teve um valorização interessante neste mês, de 3%, considerando os preços praticados na BM&F.

Já produtos de renda fixa, como os CDBs, cumpriram sua função de bater a inflação do período. A taxa média de retorno foi de 0,94%, ante um alta dos preços estimada em 0,65%, pela referência do IGP-M (índice usado para o reajuste dos aluguéis).

A poupança, no entanto, voltou a apanhar da inflação, entregando um retorno de 0,60% em setembro.
Compare sua aplicações em Setembro
InvestimentosRentabilidade mensal (em %)Rentabilidade anual (em %)
Dólar18,1412,97
Ouro3,0719,39
CDB0,948,74
Poupança0,65,6
Bolsa de Valores-7,38-24,5
IGP-M0,657,46
RENTABILIDADE ANUAL

Com uma perda acumulada de 24,50% de janeiro a setembro, a Bolsa de Valores aponta para um desempenho anual ainda pior do que o visto em 2010.

Já as demais produtos financeiros permitiram retornos suficientes, pelo menos, para bater a inflação dos 9 meses.

O dólar e ouro, mais uma vez, destacam-se frente aos demais "benchmarks". Enquanto a taxa de câmbio avançou 13% considerando o período de janeiro a setembro, a cotação da commodity metálica valorizou 19,4%.

No segmento de renda fixa, o CDB teve um ganho acumulado de 8,74%, enquanto a caderneta de poupança rentabilizou em 5,60% o capital aplicado neste mês, perdendo para a variação de 7,46% calculada para o IGP-M nestes nove meses.

FOLHA