O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou nesta quarta-feira a compra da Quattor pela Braskem, operação realizada em janeiro do ano passado que criou a maior petroquímica das Américas e a oitava maior do mundo.
O Conselho, porém, impôs restrições ao negócio, entre elas a assinatura de um termo em que a Braskem se compromete a apresentar previamente ao Cade contratos de importação com cláusulas de exclusividade.
A operação movimentou de R$ 3,5 bilhões a R$ 5 bilhões e foi feita em duas etapas. Na primeira, ocorreu o aumento de capital da Braskem, liderado pelas principais sócias Petrobras e Odebrecht, que injetaram respectivamente R$ 2,5 bilhões e R$ 1 bilhão na petroquímica. Na segunda etapa, a Quattor foi comprada por R$ 700 milhões.
As concorrentes alegam que, com o negócio, criou-se um monopólio na produção de vários insumos da indústria de plásticos e de vários outros setores, como tubos e conexões, produtos de limpeza, automóveis e tintas.
Já a Braskem defende que a compra desses insumos é feita em nível mundial e que, se há um aumento nos preços no Brasil, as indústrias do setor passam a comprar o material lá fora. Folha Online