O senador americano John McCain --que defende um envolvimento maior dos EUA no conflito na Líbia-- chegou nesta sexta-feira a Benghazi para dialogar com líderes rebeldes, informou o Conselho Nacional Líbio, da oposição.
A rede de TV americana CNN mostrou imagens de McCain caminhando das ruas de Benghazi, no leste da Líbia. Um rebelde colocou um lenço vermelho em seu pescoço, mas um assessor o retirou, de acordo com as imagens mostradas.
Um porta-voz rebelde disse que o senador visitou a corte onde os protestos contra o ditador Muammar Gaddafi começaram, em fevereiro. McCain deve falar aos jornalistas ainda nesta sexta-feira.
A chegada de McCain --que faz parte do Comitê de Forças Armadas do Senado americano-- ocorre pouco depois de os EUA anunciaram que usarão aviões não-tripulados para atacar forças leais a Gaddafi em solo líbio.
Também nesta sexta-feira, o chefe do Estado-Maior, Mike Mullen, disse durante uma visita a Bagdá, no Iraque, que os ataques aéreos da coalizão enfraqueceram as forças de Gaddafi em "30% a 40%", mas que o conflito caminha para um "beco sem saída".
Ontem, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, disse que as tropas de Gaddafi continuam com seus "ataques brutais" e podem ter usado bombas de fragmentação contra civis.
Durante a noite, soldados do governo líbio bombardearam a cidade de Misrata, controlada pelos rebeldes, onde centenas de pessoas morreram com o cerco imposto após os protestos pró-democracia.
"As tropas do coronel Gaddafi continuam com seus ataques brutais, incluindo o cerco a Misrata. Há até mesmo relatos de que as forças de Gaddafi podem ter usado bombas de fragmentação contra sua própria população", disse ela.
Uma autoridade do Departamento do Estado citou comentários feitos pela alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, e um relatório do grupo Human Rights Watch, dizendo que as forças de Gaddafi haviam usado munições de fragmentação. O Pentágono não comentou de imediato as declarações de Clinton. REUTERS/FOLHA