O destino das 90 toneladas de urânio que foram bloqueadas na entrada de Caetité (BA) anteontem ainda está indefinido. As carretas com o material --que ambientalistas dizem ser lixo radioativo-- continuam em um batalhão da PM na cidade vizinha de Guanambi.
Um representante do Greenpeace, enviado à cidade, se disse preocupado com a segurança da carga, que está armazenada, a céu aberto, em local inadequado.
O presidente da INB (Indústrias Nucleares do Brasil), Alfredo Tranjan, deve chegar a Caetité nesta quarta-feira.
Nesta terça-feira, formou-se uma comissão com representantes da empresa e da sociedade civil para decidir o que fazer com a carga. Durante uma reunião entre o prefeito, ambientalistas e a estatal, cerca de 300 pessoas protestaram em frente à prefeitura.
"Temos hoje um grande problema de opinião pública. Não adianta eu estar convencido que o material é urânio. A população também precisa estar convencida e tranquila. Se não estiver, o material não vai entrar na cidade", afirmou à Folha o prefeito José Barreira (PSB).
Segundo a assessoria da INB, o sindicato local questiona a capacidade da empresa de manusear o urânio. Especialistas em radioproteção e transporte estão se dirigindo ao local.
O Ministério Público Federal pediu ontem esclarecimentos à INB sobre o conteúdo da carga --a empresa tem 48 horas para responder. FOLHA