quarta-feira, 18 de maio de 2011

Sondagem aponta piora nas expectativas para o Brasil

O ICE (Índice de Clima Econômico) passou de 6,7 para 5,9 pontos no Brasil devido à queda de 7,7 para 7,2 pontos do ISA, que mensura a situação atual, e de 5,7 para 4,6 pontos do IE (expectativas). Com isso, o país passou da fase de expansão para a de declínio do ciclo econômico, de acordo com o levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto alemão Ifo e a FGV.

Essa sondagem, feita a partir de entrevistas com 152 especialistas econômicos de 17 países latino-americanos, visa monitorar e detectar mudanças nas tendências econômicas da região. O indicador geral, o ICE, é composto por dois indicadores mais específicos --o ISA, que retrata a situação atual de um determinado país-- e o IE, o índice de expectativas, que reflete os prognósticos para os próximos seis meses.

Na China, outro membro dos BRICs, a piora foi menor, de 5,2 para 5,1 pontos, assim como na África do Sul, de 6,3 para 6,2 pontos.

Houve aumento, no entanto, na Índia (de 6,8 para 6,9 pontos) e na Rússia (de 5,7 para 5,8 pontos).

A Sondagem Econômica da América Latina mostrou que, dos 11 países analisados, apenas 3 (Argentina, Colômbia e México) registraram aumento em abril no indicador de clima econômico.

A alta foi associada a uma melhora nas expectativas e na avaliação sobre a situação atual. Os maiores índices contabilizados em abril foram os de Chile, Paraguai e Uruguai, iguais ou superiores a 7,0 pontos.

Esses desempenhos levaram o ICE da América Latina de 5,8 para 5,6 pontos, após permanecer estável por dois trimestres consecutivos. A evolução é explicada pela queda do indicador de expectativas que, embora continue na zona favorável, passou de 5,7 para 5,3 pontos, ficando abaixo da média dos últimos dez anos (5,5 pontos).

Já a avaliação sobre a situação atual não mudou em relação à sondagem de janeiro e está acima da média dos últimos dez anos. FOLHA