O governo grego e funcionários da União Europeia negaram que a Grécia considere deixar a zona do euro, depois de a informação ser publicada no site da revista alemã Der Spiegel.
O vice-ministro das Finanças da Grécia, Filippos Sachinidis, negou a informação e sugeriu que a revista seguiu os interesses dos operadores do mercado de câmbio.
A repercussão da matéria do Der Spiegel levou à queda do euro nesta sexta-feira.
"A matéria sobre a Grécia deixando a zona do euro é inverídica", disse Sachinidis à Reuters. "Esse tipo de matérias prejudica a Grécia e o euro e serve aos jogos de especulação do mercado".
A revista semanal alemã 'Der Spiegel' publicou nesta sexta-feira em seu site que a Grécia considera abandonar o uso do euro, a moeda comum Europeia.
REUNIÃO
Ao saber das intenções do governo grego, a Comissão Europeia teria chamado uma reunião de emergência, segundo a publicação. A reunião secreta seria na noite desta sexta-feira entre a Comissão Europeia e os ministros de finanças da zona do euro, em Luxemburgo.
A 'Der Spiegel' diz que a informação veio de uma fonte do governo alemão, que está a par das discussões no governo grego. Segundo a revista, o ministro das Finanças grego, Giorgios Papandreou, e seu governo consideram abandonar o euro e voltar a usar sua própria moeda.
O governo alemão é um dos que mais insistem para que a Grécia anuncie uma reestruturação da sua dívida, ao que o governo grego resiste.
A revista diz que além de avaliar deixar o euro, a reestruturação da dívida também está na agenda de discussões do governo grego.
Jean-Claude Juncker, chefe do grupo da zona do euro, também disse que a matéria publicada na revista alemã estava errada. "Eu nego totalmente que esta reunião e essa matéria está errada", disse Guy Schuller, porta-voz de Juncker.
Dois altos funcionários europeus confirmaram à Reuters que a reunião secreta de alguns ministros da União Europeia está ocorrendo em Luxemburgo nesta sexta-feira. Um deles disse que o encontro serviria para rever a situação econômica de Portugal e da Grécia, além da escolha do nome do futuro presidente do Banco Central Europeu. REUTERS/FOLHA