sábado, 28 de maio de 2011

Países Não-Alinhados apoiarão ingresso da Palestina nas Nações Unidas

Os ministros das Relações Exteriores do Movimento de Países Não-Alinhados (NOAL) se comprometeram nesta sexta-feira a impulsionar o reconhecimento do Estado palestino por parte de outros países e sua admissão como membro das Nações Unidas.

Em declaração conjunta, os 120 países do NOAL indicaram que existe um "amplo consenso internacional que reconhece o povo palestino como uma nação e seu direito inalienável à autodeterminação e à independência, com o leste de Jerusalém como sua capital".

No documento, os titulares das Relações Exteriores do NOAL expressaram "sua grande preocupação pela contínua ocupação militar por parte de Israel" e sublinharam que a atual situação "é o resultado de sua impunidade e intransigência, que segue obstruindo as tentativas de construir uma solução pacífica".

Os estados do NOAL aprovaram esta declaração depois de o titular das Relações Exteriores palestino, Riad al-Maliki, ter acusado Israel de ter "fechado todas as portas para a negociação".

Maliki se mostrou a favor de um diálogo com Israel desde que seja aceita "a solução dos dois Estados, as fronteiras de 1967 e a partilha de Jerusalém".

O ministro palestino considerou positivo que o presidente americano, Barack Obama, tenha proposto na semana passada um Estado palestino baseado nas fronteiras de 1967 e avaliou que lhes permitirá chegar a um consenso internacional de que essas fronteiras são um princípio sobre o qual negociar.

Na declaração, os países do NOAL condenam ainda as "práticas ilegais de Israel" e defendem "o fim do bloqueio ilegal de Gaza".

O texto, aprovado por consenso, também denunciou que "os prisioneiros políticos palestinos são detidos ou presos por Israel de forma ilegal".

O conflito palestino-israelense centrou muitos dos debates durante o encontro ministerial do NOAL, que chega ao fim nesta sexta-feira na ilha indonésia de Bali.

O NOAL, fundado em 1961, é formado por 120 nações, após Azerbaijão e Fiji terem sido incorporados ao grupo na quarta-feira.

EFE/FOLHA