terça-feira, 24 de maio de 2011

Sem medidas, Previdência pode falir nos próximos cinco anos, projeta Tarso Genro

O governador Tarso Genro recebeu André Machado e Rosane de Oliveira para conversar, durante cerca de uma hora, sobre os principais pontos do primeiro semestre de governo na manhã desta terça-feira. Direto de Brasília, Carolina Bahia participou da entrevista.


No programa Gaúcha Atualidade, gravado no Salão dos Espelhos, foram abordados pontos polêmicos do "Pacotarso", o caso Palocci, e até a possibilidade de trazer a abertura da Copa do Mundo de 2014 para Porto Alegre.

Em relação à reforma da Previdência, um dos itens mais questionados do Pacotão, Tarso foi enfático. Segundo o governador, o conjunto de medidas tem o objetivo de salvar a previdência pública. 

— Se não tomarmos essas medidas agora, a previdência pública estará comprometida nos próximos cinco anos. Em cinco anos, o sistema seguramente estaria falido e pode deixar de pagar — projetou.

Sobre outro item que tem gerado discussão no Conselhão, a inspeção veicular, Tarso demonstrou flexibilidade. 

— Estamos mandando o projeto para a Assembleia e estamos negociando. Não é em regime de urgência. 

O governador ressaltou ainda que não é a favor da obrigatoriedade da inspeção em táxis. 

— Eles não podem ser mais onerados para fazer o seu serviço — disse.



Copa do Mundo de 2014:


Tarso destacou o adiantamento das obras do estádio Beira-Rio, do Internacional, e da Arena do Grêmio e que isso possibilitaria trazer a Copa do Mundo para a capital gaúcha.

— Temos de iniciar a campanha para, quem sabe, trazer a abertura da Copa aqui para Porto Alegre — falou o governador, lembrando que a Capital é um das cinco cidades confirmadas para a Copa das Confederações.

A ideia do governador, no entanto, esbarra na capacidade do Beira-Rio, que após a reforma terá 59 mil lugares. Para sediar a abertura da Copa, seria necessário abrigar 65 mil torcedores, no mínimo.

Caso Palocci:

Sobre a blindagem ao chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, o governador foi enfático:

— Eu não recebi nenhum encargo de fazer defesa do Palocci.

Tarso lembrou que o ministro foi processado diversas vezes, mas retirado das denúncias.

— A manifestação que eu fiz foi a de que os ataques da oposição foram legítimos, mas temos que aguardar, temos que tratar com seriedade — concluiu.

Viagem à Coreia do Sul:

Na próxima quinta-feira, uma comitiva gaúcha formada por pessoas ligadas a universidades, à Fiergs e ao governo viaja para a Coreia do Sul. O foco será entender como, através do investimento em educação, o país asiático saltou como um verdadeiro tigre à frente do Brasil na corrida pelo desenvolvimento.

Além de Tarso, estão presentes os secretários Cleber Prodanov (Ciência, Inovação e Tecnologia) e José Clóvis Azevedo (Educação), além de Marcelo Lopes (presidente do Badesul) e Marcus Coester (presidente da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção de Investimento).

— Nós podemos retirar da experiência da Coreia a questão da qualidade da educação. Tem experiências que são universais — afirmou Tarso, que destaca que as matérias a serem priorizadas na escola deveriam ser português, matemática e história.

ZERO HORA