O carro simples e o jeito bonachão não denunciam, mas o empresário Wilson José Ângelo de Figueiredo pode ser o dono de quase toda a Barra da Tijuca. Dizendo-se prejudicado por uma quadrilha de grileiros que teria agido em conjunto com fraudadores do 9° Ofício do Registro Geral de Imóveis, ele viu a área de 12 milhões de metros quadrados que comprou nos anos 60 ser loteada entre várias construtoras.
A farra de escrituras concedidas de maneira irregular está sendo investigada por uma CPI na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e, se Wilson conseguir finalmente vencer a briga, passará a ser dono da área onde foram erguidos cerca de 660 mil imóveis.
Na região em disputa, estão condomínios sofisticados, empreendimentos como o Barra Shopping e o New York City Center e até o novo centro de treinamento da Seleção Brasileira, comprado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Estima-se que o valor de toda a área ultrapasse R$ 10 bilhões.
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