domingo, 18 de dezembro de 2011

Capacidade de tráfego aéreo durante a Copa deve dobrar


Dentre as medidas que estão sendo adotadas para aumentar a capacidade do espaço aéreo até a Copa está a redução da distância entre as aeronaves no pouso.

Hoje o Brasil trabalha com 5 milhas náuticas de distância. A ideia é reduzir para 3 milhas náuticas, que é a distância mínima padrão.

"Vamos treinar os controladores para isso. Mas, se o procedimento será usado, vai depender da capacidade dos aeroportos e também do treinamento de pilotos, que precisarão desocupar a pista rapidamente", afirma Ary Rodrigues Bertolino, chefe da divisão de operações do CGNA (Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea), do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo).

O plano é dobrar a capacidade do tráfego aéreo brasileiro até 2014. Recentemente, o Decea anunciou um ganho de 47%, com mudanças no sistema de distribuição de voos entre controladores.

O Decea também está investindo no desenvolvimento de um software para gerenciar planos de voo, que terão de ser enviados com mais antecedência. "Temos de ter previsibilidade para que, mesmo em situações atípicas, a gente tenha tempo de resposta para atender a demanda", diz Bertolino.

O plano de ação para a Copa prevê ainda o fechamento do espaço aéreo em cima dos estádios por cinco horas (duas antes do jogo e uma depois), por segurança.

Dependendo da extensão, a zona de exclusão pode afetar o espaço aéreo de aeroportos como Guarulhos e Galeão, por exemplo, devido à proximidade dos estádios.

"A intenção é não fechar nenhum aeroporto, mas talvez seja necessário adotar alguma mudança de procedimento", explica Bertolino.

Ainda que a aviação geral seja direcionada para aeroportos secundários, jatos estrangeiros precisarão pousar em aeroportos internacionais para fazer a imigração.

Para não lotar os pátios, será adotado o "stop and go" (pare e siga). O passageiro desembarca, mas o piloto terá de partir rapidamente.

O "stop and go" foi adotado na África do Sul, mas não foi respeitado. Os pátios ficaram lotados, atrapalhando a aviação comercial.

"A única forma de fazer cumprir a regra é adotar uma taxa salgada de permanência e fazer a cobrança na hora", sugere o professor de transporte aéreo da Poli/USP, Jorge Leal.

FOLHA