sábado, 17 de setembro de 2011

Mãe de trigêmeos, Fátima Bernardes chega aos 49 anos


A jornalista Fátima Bernardes (17.9.1962 - Rio de Janeiro, RJ) começou sua carreira profissional em 1983 como repórter do jornal carioca "O Globo".
Em fevereiro de 1987 ingressou na Rede Globo de Televisão após ser aprovada em um curso de telejornalismo da emissora. Meses depois passou também a apresentar o extinto "RJTV 3ª Edição".
Em maio de 1989, assumiu a apresentação do "Jornal da Globo", ao lado do jornalista Eliakin Araújo, e em julho do mesmo ano passou a apresentar o telediário em dupla com William Bonner, hoje seu marido.
Em 1993, começou a apresentar a revista eletrônica "Fantástico", ao lado de Celso Freitas e Sandra Annemberg.
Em abril de 1996, assumiu a apresentação e edição do "Jornal Hoje", voltando ao "Fantástico" em 1997, formando dupla com Pedro Bial.
Em 1997, deu à luz os trigêmeos Vinícius, Laura e Beatriz, e pouco tempo depois se tornou âncora do "Jornal Nacional", o principal telejornal da emissora ao lado de Bonner, cargo que ocupa até hoje.
Neste cargo, destacou-se por ser a enviada especial da Rede Globo por diversas vezes para a Copa do Mundo de Futebol.
FOLHA

Lambança político-industrial


O governo acaba de promover, sob o disfarce de política industrial, mais uma lambança a favor de grupos selecionados. Com o pretexto de proteger o setor automobilístico e o emprego do trabalhador brasileiro, o Executivo federal aumentou o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e definiu condições para isenção das novas alíquotas. As condições beneficiam claramente uma parte das montadoras e criam, indiretamente, barreiras à importação de veículos e de componentes fabricados fora do Mercosul e do México. Ao estabelecer uma discriminação baseada em critério de conteúdo nacional, o governo se expõe a ser contestado na Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo, segundo fontes ouvidas pela reportagem do Estado, admite essa possibilidade, mas decidiu correr o risco.
"O consumo dos brasileiros está sendo apropriado pelas importações", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, é preocupante ver a indústria acumular estoques e dar férias coletivas aos funcionários. É conversa sem fundamento. O número de veículos nacionais licenciados até agosto foi 2,2% maior que o de um ano antes, segundo a associação das montadoras (Anfavea). A receita de exportações de veículos foi 17,3% superior à de janeiro-agosto de 2010. A das vendas externas de máquinas agrícolas, 52,1%. O licenciamento de veículos importados aumentou, de fato, e chegou a 22,4% do total de licenciados. Em todo o ano passado a proporção foi de 18,8%. Mas, com produção, venda e exportação em alta, poderia o governo ter apelado para medidas explícitas de proteção? Conseguiria provar um surto de importação gravemente prejudicial para justificar as salvaguardas admitidas pela OMC?
A resposta parece implícita na escolha do protecionismo disfarçado. Uma bem fundada suspeita de dumping poderia ter justificado, igualmente, uma ação defensiva. As autoridades preferiram outro caminho, com o pretexto, também discutível, de incentivar o desenvolvimento tecnológico.
A ação adotada pelo Executivo favorece as indústrias em operação há mais tempo no Brasil e mais integradas na cadeia produtiva nacional. Na melhor hipótese, poderá induzir os demais fabricantes a elevar até 65% o conteúdo nacional de seus produtos. Mas isso não tornará a indústria mais competitiva. O investimento em tecnologia - pelo menos 0,5% da receita bruta, descontados os tributos incidentes sobre a venda - é uma das condições para a empresa se livrar das novas alíquotas. Esse requisito será com certeza cumprido ou contornado com facilidade, graças, especialmente, à notável ineficiência dos fiscalizadores.
Essa condição é obviamente um disfarce concebido para enfeitar uma decisão arbitrária e discriminatória, destinada basicamente à proteção de certos interesses particulares. A mera proteção, explícita ou disfarçada, nunca bastou e jamais bastará para tornar mais competitiva a produção de autopeças ou de veículos. As principais desvantagens desses e de outros segmentos da indústria são muito bem conhecidas - impostos, custos logísticos, entraves burocráticos, etc. - e não vale a pena repetir a longa lista. Nenhuma dessas desvantagens será sequer atenuada pelas novas medidas oficiais. Se o governo atacasse com seriedade esses problemas, todos os setores e toda a economia seriam beneficiados. Mas favores especiais são a negação da seriedade.
Não por acaso as novas providências foram aplaudidas pela diretoria da Anfavea, dominada pelas montadoras tradicionais, e pelo vice-presidente da Força Sindical. O presidente da Força é vinculado ao PDT, assim como o ministro do Trabalho, engajado na defesa dos novos benefícios antes do anúncio oficial.
Os brasileiros já assistiram a esse tipo de jogo, vantajoso para poucos e custeado por muitos. Como sempre, é muito mais fácil entrar na fila dos pedintes de favores do que pressionar o governo para cortar o excesso de gastos, diminuir impostos e favorecer o investimento necessário à modernização do País. O presidente da associação da indústria elétrica e eletrônica já entrou na fila, depois de elogiar a decisão do governo. Política industrial digna desse nome é outra coisa. 
ESTADÃO

Avião cai em show aéreo e deixa ao menos três mortos nos EUA


Ao menos três pessoas morreram e outras 54 ficaram feridas na tarde de sexta-feira devido à queda de um avião próximo às arquibancadas nas quais centenas de pessoas assistiam a uma competição de corridas aéreas em Reno, no Estado americano de Nevada.


O chefe de organização do show aéreo, Mike Houghton, afirmou à imprensa local que entre os mortos estão dois espectadores e Jimmy Leewrad, piloto do avião de combate Mustang P-51 da Segunda Guerra Mundial.

Segundo os responsáveis pelo tradicional campeonato, realizado todo mês de setembro em Reno, o número de mortos pode aumentar, já que dezenas foram levados a hospitais em estado grave.

Houghton detalhou que há 54 feridos que estão sendo atendidos em hospitais da região. 

Segundo a emissora de TV CNN, na manhã deste sábado muitos dos feridos estão em processo de cirurgia, aguardando para serem operados, ou em recuperação pós-cirúrgica.


Leeward, de 74 anos, era um piloto de acrobacias experiente e muitos espectadores o classificaram como um "herói", por ter conseguido desviar das arquibancadas no último segundo, o que evitou uma tragédia de proporções muito maiores.

Cerca de 7.500 pessoas assistiam ao show aéreo no momento do acidente.

Testemunhas do acidente afirmam que viram dezenas pessoas jogadas no chão com ferimentos profundos e muito sangue espalhado.

TRAGÉDIA

"Estamos devastados por esta tragédia", disse chefe de organização do show aéreo, Mike Houghton.

Repórteres da emissora de TV local KTVN disseram que o avião não caiu diretamente sobre as arquibancadas, como inicialmente se divulgou, mas sim muito próximo delas.


Serviços de emergência e militares que atuavam no local retiraram as milhares de pessoas que assistiam ao evento e os organizadores cancelaram a programação do campeonato prevista para esta sexta-feira.

O organizador da exibição comentou que as causas do acidente ainda estão sendo investigadas, mas os primeiros indícios apontam a uma falha técnica do avião, batizado de "Fantasma galopante".

FOLHA

Aos 33 anos, Thiago Lacerda adora a ideia de envelhecer


Doze anos após protagonizar a novela "Terra Nostra", como o italiano Matteo, Thiago Lacerda se considera hoje um homem muito mais interessante. Perto de estrear sua 12ª novela, "A vida da gente", em que interpretará o neurologista Lúcio, o ator conta que adora a ideia de envelhecer.
"Quando a gente vai ficando mais velho, vai ficando melhor. Eu sou um cara muito mais interessante do que era há 14 anos. Acumulo informação, experiência, convivo com pessoas novas, diferentes, gente legal, gente nem tão legal, mas isso faz parte. Adoro a ideia de envelhecer, de ver o tempo passar. Quero chegar aos 50 anos, olhar pra trás e ver como aproveitei, me olhar no espelho e achar maneiro o cabelo branco. O tempo não me assusta, é um aliado que faço questão de dar a mão", diz.
Na nova trama das 18h, da Globo, Dr. Lúcio é um homem dedicado, que perdeu a mulher cedo e não pôde realizar o seu sonho de ser pai, pois é estéril. Na vida real Lacerda tem um lindo casal, Gael, 4, e Cora, 1, frutos de seu relacionamento com a atriz Vanessa Lóes, mas pretende adotar crianças.
"Penso em adotar um filho, até como movimento de responsabilidade social, trazer uma pessoa improvável pra mais perto de mim. A gente sabe que tem crianças que nascem condenadas a não terem oportunidade", disse. "Só queria que o processo de adoção fosse mais civilizado, mas simples, mais fácil. Num momento oportuno vou trabalhar esse tema de uma forma muito íntima", completou.
FOLHA

Leila Lopes: lições da Miss Universo


Vitor Hugo Soares
De Salvador (BA)
A turma políticamente correta de plantão que me perdoe, mas devo registrar neste espaço de opinião a quem possa interessar: fiquei acordado até altas horas na madrugada da segunda para a terça-feira, ligado na transmissão do concurso Miss Universo, feita de São Paulo pela TV Band para milhões de espectadores no Brasil e no mundo inteiro (sim senhor!).
Um evento pela primeira vez realizado no Brasil e cujo resultado foi histórico: a vitória da representante de Angola, Leila Lopes, na festa da beleza mundial. Não me arrependo um segundo sequer do sono perdido. Afinal, é isso que me permite afirmar agora: poucos fatos jornalísticos foram tão importantes e merecedores de repercussão esta semana, apesar do estranho pouco caso dispensado ao assunto pela maioria da imprensa brasileira. Principalmente, as redes mais poderosas de televisão - salvo evidentemente a própria Band, uma das promotoras do concurso de beleza.
Um acontecimento exemplar destes dias de setembro. Tanto sob o ponto de vista da própria magnitude da festa social em si e dos recursos dispensados em sua realização e cobertura (humanos, técnicos e financeiros), mas também quando analisado como fato relevante de comportamento e indiscutível significado social e político. Em alguns países, é verdade, bem mais que em outros.
Considero-o tão ou mais expressivo e digno de registro, análises e suíte de repercussão, quanto o surpreendente recorde (?) conseguido esta semana pelo governo da petista Dilma Rousseff - cada vez com mais forte coloração peemedebista e influência do senador Jose Sarney e do vice-presidente, Michel Temer: seis ministros atirados pelas vidraças do Palácio do Planalto antes da administração completar nove meses. Um deles, membro do PT, conseguiu na Pesca um abrigo de consolação.
Pode contar, usando agora os dedos das duas mãos. E pelo bafafá da surda guerra interna de poder, o efeito dominó pode não parar na surreal pedra (estorvo talvez fosse uma expressão melhor) representada pelo ex-ministro do Turismo, cuja escolha do substituto parece tão estranha e sem sentido quanto a indicação inicial. Pelo menos para os interesses do turismo nacional e elevação da capacitação técnica e ética da equipe do primeiro escalão do governo, tão apregoada pela presidente.
E para não perder o foco jornalístico do começo destas linhas, voltemos ao concurso de Miss Universo. À noite da consagração de Leila, uma cinematográfica Miss Angola, nascida em Benguela e residente em Londres, onde estuda Administração e Gestão Empresarial. A partir desta semana ela passou a ter residência oficial e tratamento de estrela em New York, o que destaca a relevância atribuída à sua escolha como máxima representante e embaixadora da beleza mundial.
Foi uma noite e um dia seguinte para não esquecer. E não apenas para as moças concorrentes (em geral moldadas no padrão de qualidade internacional para miss desenvolvido na Venezuela); os organizadores do concurso de beleza e as poderosas empresas multinacionais de olhos no atraente filão publicitário que o evento representa.
Além do enorme interesse do público (apesar dos preconceitos de tantos), incluindo países do porte dos Estados Unidos, que teve uma de suas mais importantes redes de TV associada à Band na transmissão do evento monumental na capital paulista. No caso do Brasil, basta registrar que a Rede Band praticamente dobrou a sua audiência na noite de segunda e madrugada de terça-feira.
Uma festa de arromba, de encher os olhos desde o início. Um final eletrizante e surpreendente de fato, e não apenas na retórica bombástica comum nas coberturas de eventos do gênero. No palco, na plateia do Credicard Hall, e na frente dos aparelhos de TV no Brasil e em inúmeros países mais. Nervos alterados, tensão à flor da pele, angústia, muita beleza de todo lado.
No fim o veredicto do júri, momento mais esperado e definitivo: Miss Angola, Leila Lopes, bela, lúcida e carismática africana de 25 anos venceu o Miss Universo 2011, em sua 60ª edição. Muita gente - incluindo este jornalista - acreditava que a angolana ficaria entre as cinco finalistas. Poucos, no entanto, salvo alguns de seus conterrâneos presentes no auditório da grande festa, apostavam que ela levaria o cetro para Luanda.
"Mas a espigada e bela morena Leila Luliana da Costa Vieira Lopes, 25 anos, se converteu de forma contundente na primeira angolana coroada como a primeira e mais bela do universo", registrou com entusiasmo e pontada de inveja um jornal da Venezuela, país onde o concurso sempre obtém espaços generosos.
Mas Leila Lopes além de tudo, fez história no Brasil, porque desde 1999 a organização do Miss Universo não tinha uma soberana negra. A última foi Mpule Kwelagobe, de Botswana, que curiosamente herdou o cetro de outra beleza de ébano, Wendy Fitzwilliams, de Trinidad y Tobago, registrou ainda o jornal latino-americano.
A Folha e outros grandes jornais brasileiros abriram espaços em suas edições online para o concurso e seu desfecho. Principalmente para a primeira e reveladora entrevista da vencedora. "Meu sorriso contagia as pessoas e mostra minha personalidade. Sou alegre e consegui mostrar que sou divertida", disse a Miss Universo 2011. Sobre algumas reações racistas à sua vitória, principalmente na Internet, Leila foi contundente e definitiva como sua beleza: "Racismo não me atinge. Os racistas, sim, devem procurar ajuda, porque não é normal uma pessoa pensar assim no século 21".
Bonita e justa escolha. Feliz reinado para a angolana Leila Lopes, desde terça-feira a incontestável número um entre as mulheres mais belas do planeta.
Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site-blog Bahia em Pauta (http://bahiaempauta.com.br/)
TERRA MAGAZINE

Diretoria do Twitter perde dois antigos investidores


Dois dos primeiros investidores do Twitter deixaram o conselho de diretores da companhia, na mais recente mudança na liderança da rede social.

Fred Wildon, da Union Square Ventures, e Bijan Baet, da Spark Capital, não estão mais no conselho do Twitter, informou a companhia nesta sexta-feira.

As razões da mudança não foram imediatamente esclarecidas.

O Twitter não planeja apontar novos diretores para substituir Wilson e Sabet, disse uma fonte familiar ao assunto.

Wilson e Sabet não retornaram os emails para comentar o assunto.

Em outubro de 2010, Dick Costolo substituiu o co-fundador Evan Williams como presidente-executivo.

No início deste ano, Costolo trouxe Jack Dorsey, outro co-fundador, de volta à companhia como presidente do Conselho de Administração.

William e outro co-fundador do Twitter, Biz Stone, recentemente começaram um novo projeto chamado Obvious Corp.

REUTERS/FOLHA

Empresa de general angolano para de voar e deixa dívidas


Pouco mais de um ano depois de iniciar operações, a Puma Air, com sede no Pará, parou de voar deixando mais de R$ 22 milhões em dívidas, informa reportagem de Mariana Barbosa para a Folha.

A empresa não voa desde maio. Até meados de agosto, cerca de 20 mil passageiros foram reacomodados em voos de outras companhias, como manda a lei. Mas a verba de reacomodação acabou.

A Folha apurou que o presidente da Puma, Gleison Gambogi, não aparece na empresa há mais de um mês. Ele não atende telefone nem responde emails de diretores, ex-diretores ou funcionários.

Empresa do general angolano Higino Carneiro, ex-ministro de obras públicas e um dos homens mais ricos do país, a Puma nasceu para fazer voos regulares para Angola.

A empresa operava com um Boeing 737, com voos de São Paulo para Macapá e Belém. A segunda aeronave está parada no Peru desde maio por falta de manutenção.

Segundo relato de dois executivos da empresa, em uma troca de emails Carneiro teria demonstrado ter sido traído por Gambogi. Disse que já tinha feito três pagamentos para o aluguel inicial do segundo avião e que não entendia a demora na liberação.

Apesar de ser o homem por trás do negócio, Carneiro detém só 20% da Puma - limite máximo para capital estrangeiro no setor.

FOLHA

PMs são condenados por extorsão após cobrar R$ 200 mil de vítima


Dois policiais foram condenados por extorsão em São Paulo. Seus nomes não foram divulgados. A decisão é do juiz Maurício Lemos Porto Alves, da 28ª Vara Criminal Central de São Paulo e foi divulgada hoje pelo Tribunal de Justiça do Estado.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, os PMs ameaçam a vítima e exigiram que ela entregasse R$ 200 mil, para "não complicar a vida de seu filho", preso por tráfico de drogas em abril de 2010.

Um dos policiais foi condenado a oito anos de prisão e pagamento de multa. O outro foi condenado a sete anos, um mês e dez dias de prisão e também pagamento de multa. Os dois devem cumprir pena em regime inicialmente fechado. Eles também perderam a função pública de policiais.

FOLHA

Serra não será candidato, diz deputado federal


O ex-governador José Serra não concorrerá à Prefeitura de São Paulo. É o que afirma o deputado federal tucano Ricardo Tripoli, um dos pré-candidatos do PSDB à eleição na capital paulista.

Tripoli diz que a disputa interna no partido está restrita a ele e aos secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura), Bruno Covas (Meio Ambiente) e José Aníbal (Energia). "Não há a menor possibilidade de o Serra concorrer. Estive com ele ontem. E já conversamos muito sobre o assunto. Ele, o governador Geraldo Alckmin e o `ex-presidente Fernando Henrique me estimularam a sair candidato", afirma.

O deputado conta ter procurado José Serra antes de protocolar, há dois meses, sua inscrição como pré-candidato, na qual anexou o apoio de 219 delegados (cerca de 20% do total). Questionado sobre a chance de o ex-governador, mais uma vez, se apresentar em cima da hora, Tripoli diz acreditar que a situação agora é diferente.

"Dessa vez, se ele for, vai ter prévia", afirma. Da mesma forma que o PT, o PSDB também deve antecipar a realização das prévias no Estado.

Inicialmente, a previsão era que as disputas internas se realizassem entre 1º de janeiro e 31 de março do ano que vem. Mas o diretório estadual, em reunião no próximo dia 16, aprovará uma resolução que deixará a cargo dos diretórios municipais a antecipação da data.

O presidente regional do partido, o deputado estadual Pedro Tobias, também diz achar improvável a candidatura de José Serra e diz que o PSDB lançará um nome novo. "Ninguém vai ser contra se ele quiser, mas pessoalmente gostaria que se criassem lideranças novas. Vou estimular as prévias e a oxigenação do partido, com o debate de militantes. Não dá para ser sempre o amigo do ex-presidente Lula, do Geraldo, de alguém grande", diz Tobias, em referência aos acordos de cúpula e à influência dos caciques, tanto no PT quanto no PSDB, na escolha dos candidatos.

VALOR/FOLHA

STJ anula investigação da Polícia Federal contra a família Sarney


O STJ (Superior Tribunal de Justiça) anulou todas as provas obtidas pela operação da Polícia Federal que investigou os negócios do empresário Fernando Sarney e outros familiares do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), informa reportagem de Andreza Matais e Felipe Coutinho, publicada na Folha deste sábado.

Em decisão unânime, os ministros do tribunal entenderam que os grampos que originaram as quebras de sigilo foram ilegais. A decisão devolve as investigações à estaca zero.

No ano passado, a Justiça já havia invalidado parte das provas obtidas por interceptação de e-mails na operação da Polícia Federal, chamada de Boi Barrica e mais tarde rebatizada de Faktor.

Em decisões semelhantes, o STJ também anulou provas obtidas pela PF ao investigar os negócios da construtora Camargo Corrêa e do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity.

A investigação da Operação Faktor começou em fevereiro de 2007, devido à movimentação atípica de R$ 2 milhões na conta de Fernando Sarney e de sua mulher, Teresa Murad Sarney.

A apuração se estendeu até agosto de 2008 e apontou crimes de tráfico de influência em órgãos do governo federal, formação de quadrilha, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Fernando nega as acusações.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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