terça-feira, 27 de setembro de 2011

Petróleo dispara e fecha com forte alta em Nova York e em Londres


Os preços dos contratos futuros de petróleo dispararam nesta terça-feira em Nova York e em Londres, beneficiando-se do otimismo dos mercados financeiros, que especulam sobre a aprovação de medidas mais enérgicas para enfrentar a crise da dívida que afeta a Eurozona.

Na Nymex (New York Mercantile Exchange), o barril de West Texas Intermediate (WTI, designação do "light sweet crude" negociado nos EUA) para entrega em novembro terminou cotado a US$ 84,45, em alta de US$ 4,21 em relação à segunda-feira.

Na semana passada, os preços recuaram fortemente em Nova York, perdendo mais de oito dólares e retomando seus níveis mais baixos em mais de um mês. Após recuperar alguns centavos na segunda-feira, a commodity apresentou forte alta neste pregão.

No IntercontinentalExchange de Londres, o barril de Brent do mar do Norte con igual vencimento ganhou US$ 3,20, a US$ 107,14.

"O apetite por risco volta às matérias-primas", disse o analista da Summit Energy, Matt Smith.

"O mercado está otimista sobre a determinação dos europeus em intensificar seus esforços para evitar um default da Grécia e um contágio da crise", disse.

De acordo com especialistas, os mercados acionários europeus foram influenciados nesta terça-feira pela esperança de uma decisão política enérgica para enfrentar a crise e especulam principalmente sobre uma forte intervenção para fortalecer o fundo de emergência (FESF).

A chanceler alemã, Angela Merkel, recebeu o primeiro-ministro grego em Berlim e afirmou que quer "uma Grécia forte na Eurozona".

Em sintonia com a Europa, Wall Street apresentava forte alta no final da sessão.
"O mercado de petróleo compartilha a crença de que um acordo na Eurozona está próximo de ser fechado", disse o analista da MF Global, Phil Streible.

"Há muita especulação, mas não vi nada de realmente sólido", afirmou.

FOLHA

Microsoft vai fabricar Xbox 360 no Brasil e preço deve cair 40%


A Microsoft informou nesta terça-feira, no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que fabricará o seu console de videogame Xbox 360 no Brasil, o que reduzirá em até 40% o preço do aparelho.

A operação brasileira terá capacidade para produzir 17 mil consoles por semana, número que poderá ser triplicado se houver demanda suficiente. O produto chegará às lojas no próximo dia 5 de outubro.


O Xbox de 4GB custará R$ 799, e o de 250GB será vendido por R$ 1.099. Serão comercializadas também as versões de 4GB e 250GB com Kinect (sensor dos movimentos do jogador) por R$ 1.099 e R$ 1.399, respectivamente.

A empresa informou também que ampliará sua presença no país, com a ampliação do número de suas revendas oficiais.

"O objetivo da Microsoft é investir cada vez mais no mercado brasileiro, que possui um grande potencial, e popularizar seus produtos de entretenimento para levar opções acessíveis ao consumidor brasileiro", diz texto divulgado pela assessoria de imprensa da empresa. O anúncio oficial será feito ao lado do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante.

O Brasil está entre as dez maiores operações da Microsoft no mundo e é a maior da América Latina. A fabricação do console de videogame será feita em parceria com a Flextronics na Zona Franca de Manaus. Hoje, a Flextronics é parceria mundial da empresa e já fabrica o Xbox na China.

FOLHA

Aposentadoria do Tevatron marca fim de uma era na física


A era dos grandes físicos americanos termina nesta sexta-feira, com a aposentadoria do acelerador de partículas Tevatron, que há 25 anos recria o Big Bang no subsolo de Illinois, nos EUA.

O Tevatron ficou obsoleto após o aparecimento de um colisor de átomos mais poderoso --na verdade, o maior do mundo--, construído nos Alpes, na fronteira franco-suíça, pela Cern (Organização Europeia para Pesquisa Nuclear, na sigla em francês), um consórcio de 20 países-membros.


Parece improvável que os Estados Unidos, que já dominaram a área e colheram os louros de descobertas e inovações tecnológicas, sejam capazes de reunir os recursos necessários para construir o próximo grande projeto da física de partículas.

A razão: simplesmente o financiamento de longo prazo parece muito difícil de aparecer.
Ao invés disso, físicos americanos se concentrarão em questões internas mais específicas --e menos caras-- e trabalhar em conjunto com a Cern em projetos de alta energia, como a busca pela denominada "partícula de Deus".

"Na nossa área, não damos com a cabeça na parede se somos superados por outra máquina", declarou Pier Oddone, diretor do Fermilab (Laboratório Nacional Fermi), que opera o Tevatron.

"A ideia é mudarmos para aquelas áreas nas quais podemos fazer as maiores contribuições para o conhecimento", disse Oddone à AFP.

"Às vezes, as maiores descobertas vêm de projetos menores", argumentou.

A aposentadoria do Tevatron ocorre em um momento ruim para a ciência americana.

A Nasa lançou seu último ônibus espacial em julho. O financiamento público está diminuindo devido a uma profunda crise econômica e a batalhas orçamentárias no Congresso. Além disso, a própria ciência se politizou, com a descrença na evolução e a contribuição humana ao aquecimento global posta em discussão pelos republicanos.

Os cientistas do Fermilab dizem não poder prever o que os Estados Unidos perderão cedendo o domínio da Física de alta energia para a Europa.

Já os ganhos obtidos com o Tevatron são muito mais fáceis de quantificar.

"O Tevatron deu contribuições fenomenais para a Física de partículas", explicou o diretor-geral do Cern, Rolf Heuer.

"No topo da lista deve aparecer a descoberta do quark top em 1995, mas há muito mais", acrescentou.

Além de aprofundar nosso conhecimento sobre os mistérios fundamentais do universo, o Tevatron também levou a uma série de avanços mais concretos.

Entre eles está o uso generalizado da geração de imagens por ressonância magnética (MRI, na sigla em inglês) para diagnósticos médicos.

Os supercondutores utilizados nos magnetos das máquinas de MRI eram raros e caros demais até que o Fermilab criou uma indústria com o Tevatron, gerando uma demanda de fios de supercondução suficientes para dar a volta na Terra 2,3 vezes.

Atualmente, os cientistas estão construindo uma câmera de energia escura, que será capaz de varrer a galáxia mais rápido do que qualquer outro telescópio. Sua função será descobrir porque a expansão do universo acelera ao invés de recuar.

Eles também trabalham na construção do feixe de neutrinos mais poderoso do mundo, que ajudará a explicar por que o Universo tem mais matéria do que antimatéria e aprofundar nosso conhecimento sobre suas partículas mais abundantes.

O projeto X, caso seu financiamento seja assegurado, será o acelerador de prótons mais intenso do mundo.

"Estamos em uma posição, aqui nos Estados Unidos, de realmente consolidar nosso papel de liderança na elucidação da fronteira de intensidade e o Projeto X realmente nos dá a plataforma para fazê-lo nos próximos 20 ou 30 anos", disse Henderson.

"Se os Estados Unidos não o fizerem, estou certo de que alguém o fará por nós", concluiu.

FOLHA

Produção de açúcar e álcool cai 31%


As usinas de açúcar e álcool do centro-sul do país deixaram de produzir 31,13% de álcool hidratado (usado diretamente nos veículos) no acumulado da safra deste ano, em comparação à produção até agosto no ano anterior.

No período, a frota de veículos flex do país cresceu 103,84%, pressionando a demanda pelo álcool, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

A queda na produção de hidratado significa que 4,28 bilhões de litros deixaram de abastecer as bombas dos postos, informou a Unica (União das Indústrias de Cana-de-Açúcar).

Em 2010, foram produzidos 13,75 bilhões de litros até o fim de agosto, mas neste ano a moagem rendeu somente 9,47 bilhões de litros.

Segundo a Unica, a redução da produção de álcool se deve ao baixo rendimento da moagem de cana-de-açúcar, que produziu 10,18% a menos que no ano passado.

Para evitar o desabastecimento de combustível, as usinas têm priorizado a produção de álcool anidro que, misturado à gasolina, abastece os veículos, flex ou não.

O crescimento do anidro foi de 14,35% - 83,22 milhões de litros a mais.

"As usinas fizeram isso para evitar desabastecimento. Tínhamos que colocar mais 11 bilhões de litros de álcool hidratado no mercado, mas houve a quebra da safra", disse Sergio Prado, representante da Unica em Ribeirão Preto (313 km de SP).

De acordo com Prado, a baixa produção deste ano é atribuída à falta de investimento nos últimos anos em renovação de lavouras (com a cana mais velha, o rendimento é menor) e ao clima.

Com isso, a escassez do produto foi sentida nas bombas e fez com que o preço do etanol se elevasse, tirando a vantagem de abastecer com esse combustível em vez da gasolina. Segundo a Unica, a queda nas vendas do hidratado foi de 17,07% em relação ao mesmo período do ano anterior, ou seja, 10,06 bilhões de litros a menos.

FOLHA

Greve dos bancários fecha 21% das agências em todo o país


A greve dos bancários provocou o fechamento de 4.191 agências em 25 Estados e o Distrito Federal, segundo a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro), entidade que coordena o Comando Nacional dos Bancários. O número representa 21% das agências que existem em todo o país (20.073).

Apenas os trabalhadores de Roraima não aderiram ao movimento. Uma assembleia, no entanto, está marcada para a noite desta terça-feira, e os bancários daquele Estado podem parar a partir de amanhã.

De acordo com o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, houve maior adesão de trabalhadores no primeiro dia da greve, em relação à paralisação do ano passado. Em 2010, os bancários pararam por 15 dias.

"A greve começou mais forte que a do ano passado, uma das maiores que fizemos nos últimos 20 anos, quando fechamos 3.864 unidades no primeiro dia de paralisação", afirmou o sindicalista, que espera que a adesão de trabalhadores cresça ainda mais a partir de amanhã.

Na Grande São Paulo, 16% dos empregados no ramo bancário cruzaram os braços, de acordo com o sindicato dos bancários de São Paulo, Osasco e região.

A estimativa é que 21.100 trabalhadores tenham parado. Com isso, 687 pontos bancários, dos 2.400 centros administrativos e agências, ficaram fechados hoje.

As ações de protesto do sindicato foram concentradas na região central de São Paulo, onde diversas agências não estão funcionando, ou operam com número bastante reduzido de funcionários. Muitos bancos também estão fechados na zona norte da cidade.

Caixas de auto atendimento, operações por telefone e internet, e correspondentes bancários, como casas lotéricas, seguem funcionando normalmente.

Os bancários rejeitaram proposta de reajuste de 8% sobre pisos, salários e participações nos lucros feita pela Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). Os trabalhadores pedem 12,8%.

Não há previsão de uma nova rodada de negociação entre banqueiros e trabalhadores. A greve dos bancários é por tempo indeterminado.

BANCOS

Segundo a Fenaban, a greve é "infundada", e foi definida em meio às negociações, sem que houvesse uma situação de impasse.

"Nós não interrompemos as negociações e seguimos afirmando que as conversas precisam continuar", diz o diretor de relações do trabalho da Fenaban, Magnus Apostólico.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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