quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Mulher joga farinha em candidato à presidência na França


Uma mulher jogou farinha no candidato socialista à presidência francesa, François Hollande, em uma manifestação nesta quarta-feira sobre a má qualidade das habitações populares em Paris, constatou um jornalista da AFP.

O incidente aconteceu quando o candidato, favorito nas pesquisas eleitorais, acabava de proferir seu discurso e estava prestes a assinar o "contrato social", escrito pela Fundação Abbé Pierre, solicitando "uma verdadeira mudança na orientação política" de habitação.

Uma mulher se aproximou e jogou farinha. Ela foi retirada imediatamente pela polícia.

As motivações de seu ato ainda não foram esclarecidas, mas a mulher se disse "absolutamente sem recursos porque a lei deixou de ser aplicada", em entrevista ao canal de televisão francês BFMTV.

Questionado pela imprensa, François Hollande afirmou "não ter visto muita coisa", evocando o "ato de uma pessoa irresponsável".

"Ela tentou usar esta reunião para outros fins", acrescentou.

"O mais importante foi transmitir a minha mensagem sobre a habitação popular e ser bem acolhido por esta fundação".

Sobre um eventual reforço de seu esquema de segurança, o candidato socialista disse: "Não, eu não quero isso. Eu assumo os riscos que um candidato deve correr quando quer alcançar os jornalistas, os franceses. São os riscos da profissão".

FRANCE PRESS/FOLHA

Mais de 430 milhões de pessoas sofreram cibercrimes em 2011


Pelo menos 431 milhões de pessoas no mundo todo foram diretamente afetadas em 2011 por algum tipo de ataque cibernético com "componente criminoso direto", afirmou nesta terça-feira (31) o diretor do Unitar (Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa), Carlos Lopes.
O diretor do Unitar defendeu a necessidade de buscar "uma solução global" para o crime eletrônico e estabelecer um marco comum de segurança.

Lopes participou de um painel de alto nível sobre o Programa de Cibersegurança e Crime Eletrônico, que hoje reuniu em Genebra diplomatas e representantes de agências das Nações Unidas e empresas de segurança na rede.

O secretário-geral da UIT (União Internacional de Telecomunicações), Hamadoun Touré, que também participou do debate, concordou em propor "um acordo comum" do qual participem tanto representantes do setor privado como todos os países, "já que, se um ficar de fora, o hacker pode trabalhar a partir dali".

Em 2011, empresas e instituições de todo o mundo gastaram US$ 338 bilhões para combater este tipo de ataques, dois terços dos quais foram delitos de fraude econômica ou spam.

O secretário do departamento de Novos Desafios e Ameaças do Ministério de Relações Exteriores russo, Ernest Chernukhin, apontou que o crime eletrônico teve em 2011 um rendimento financeiro estimado em US$ 12,5 bilhões.

Lopes afirmou que durante os últimos anos os ataques cibernéticos têm experimentado "um crescimento exponencial", especialmente no caso de ações contra centros de inteligência, que antes eram menos vulneráveis por contar com sistemas de segurança mais sofisticados que os demais.

"Os países emergentes desenvolveram muita tecnologia, e a Rússia também está empregando agora tudo o que desenvolveu na época soviética", acrescentou, lembrando que no ano passado grande parte dos ataques cibernéticos procedeu de países emergentes como Índia, China e Brasil.

Além disso, indicou que os países emergentes "estão se especializando em diferentes tipos de crime eletrônico". Enquanto no Brasil estão "mais especializados" em ataques a instituições publicas, na Nigéria os hackers focam pessoas e, na China, espionagem industrial.

O representante do UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), John Sandage, assegurou que uma das prioridades é ajudar os países emergentes em matéria de segurança cibernética para evitar futuros ataques.

Ele explicou que o número de servidores seguros aumentou notavelmente nos últimos anos nos países industrializados, mas não tanto assim nos emergentes, onde, opinou, "é necessária ajuda para enfrentar o crime eletrônico".

"A conectividade sem fio na África cresce 1.000% a cada ano; com isto, aparecem riscos muito diferentes, e ainda não existem sistemas de segurança apropriados", lamentou Lopes.

Entre os países "menos preparados" para enfrentar os ataques cibernéticos estão, segundo um estudo elaborado pela empresa de informática McAfee, Brasil, México, Índia e Romênia.

EFE/FOLHA

Deputado britânico chama plano alemão para Grécia de 'nazista'


O deputado britânico, Nigel Farage, criou uma forte polêmica nesta quarta-feira no Parlamento Europeu ao comparar com uma forma de controle "nazista" a proposta da Alemanha de submeter as finanças da Grécia à tutela europeia.

"Ninguém pode negar atualmente que a Grécia é uma colônia", disse o líder do Partido Independentista do Reino Unido, e do movimento eurocético, que promove a saída de seu país da UE (União Europeia).

Farage disse que um comissário europeu a cargo da gestão das finanças de Atenas cumpriria a mesma função que um "gauleiter", as pessoas designadas pelo partido nazista de Adolf Hitler, para controlar uma região.

Em diversas ocasiões anteriores o deputado se queixou que a Europa vive dominada pela Alemanha.

O comentário despertou uma série de reações na sala e forçou o presidente do Parlamento Europeu, o socialista Martin Schulz, a desligar o microfone de Farage.

Farage argumentou em sua defesa que utilizou a mesma palavra que os jornais do fim de semana.

"Temos jornais alemães criticando os gregos e os italianos e jornais gregos e italianos que põem os dirigentes alemães vestindo uniformes nazistas".

Farage abandonou a sala ao ser advertido.

FRANCE PRESS/FOLHA

Suecos questionam critérios de concessão do Nobel da Paz


As autoridades suecas estão discutindo se o Prêmio Nobel da Paz tem sido entregue às pessoas "erradas", como ambientalistas e ativistas de direitos humanos, desrespeitando os critérios estabelecidos no testamento do fundador do prêmio, o inventor Alfred Nobel.

A questão assombra o Comitê Nobel Norueguês, que concede o prêmio. 

Em 2008, um escritor radicado em Oslo passou a argumentar que o Nobel havia se desviado das intenções originais do criador, de promover o desarmamento e os "congressos de paz".

"Eles estão ignorando completamente o testamento (de Nobel)", disse o escritor, advogado e ativista Fredrik Heffermehl à Reuters.

Na opinião dele, os últimos ganhadores "legítimos" do Nobel da Paz foram a Organização das Nações Unidas (ONU) e seu então secretário-geral, Kofi Annan, em 2001.

Heffermehl agora conseguiu chamar a atenção do Departamento Administrativo do Condado de Estocolmo, cujas atribuições incluem fiscalizar se as 7.300 fundações registradas na Suécia cumprem os desejos dos seus benfeitores já mortos.

"O senhor Heffermehl tem um par de bons argumentos", disse à Reuters o advogado do departamento, Mikael Wiman, que nesta semana enviou uma carta à Fundação Nobel, com sede em Estocolmo, pedindo esclarecimentos.

Os prêmios anuais de Física, Química, Medicina, Literatura e Economia são concedidos em Estocolmo, mas Nobel especificou que o prêmio da Paz seria decidido por uma comissão nomeada pelo Parlamento norueguês.

Por isso esse prêmio é entregue em Oslo.

Nobel, inventor da dinamite, escreveu em 1895 que o prêmio da Paz deveria ser entregue à "pessoa que deva ter feito o maior ou melhor trabalho pela fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução dos exércitos permanentes, ou pela realização e promoção de congressos de paz".

O secretário-executivo do comitê norueguês, Geir Lundestad, disse que a "fraternidade entre as nações" é um conceito suficientemente amplo a ponto de justificar todos os vencedores da história.

"Rejeitamos a ideia de que não temos respeito pelo testamento", disse Lundestad à Reuters. "Há mais de uma resposta sobre como ele deveria ser interpretado".


Ele disse que o comitê responderá às autoridades de Estocolmo até 15 de março, e que depois disso o assunto deve ser encerrado. "Não fizemos nada de errado", afirmou.

Heffermehl disse que ativistas de direitos humanos como o preso político chinês Liu Xiaobo, ganhador de 2010, ou personalidades envolvidas na luta contra a pobreza, como Muhammad Yunus, que levou o prêmio em 2006 por seu trabalho com o microcrédito, são boas pessoas, mas "erradas" para o prêmio.

Ele também criticou as escolhidas em 2011: a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a ativista liberiana Leymah Gbowee e a militante iemenita Tawakkol Karman.

"Depois do ano passado, você acharia que se trata de um prêmio para a democracia e os direitos das mulheres", afirmou.

REUTERS/FOLHA

Bélgica encerrou 2011 em recessão


A economia belga entrou em recessão no último trimestre de 2011, quando o PIB (Produto Interno Bruto) caiu 0,2% na comparação com os três meses anteriores, de acordo com as estimativas preliminares divulgadas nesta quarta-feira pelo Banco Nacional da Bélgica.

Entre julho e setembro, a redução do PIB foi calculada em 0,1%, o que confirma o retrocesso da economia belga, já que se fala em recessão quando se registra dois trimestres consecutivos de contração da atividade.

A última recessão sofrida por esse país remonta ao período 2008-2009, e foi consequência da crise financeira desencadeada após a quebra do banco americano Lehman Brothers.

Ainda que no início de 2011 a Bélgica tenha registrado um crescimento econômico sustentável, o ritmo da atividade desacelerou bastante na segunda metade do ano.

EFE/FOLHA

Controladora da American Airlines pode demitir até 14 mil


A AMR, controladora da American Airlines e que pediu concordata em novembro, quer cortar custos em mais de US$ 2 bilhões anualmente, com mais de metade das economias vinda de empregados, disse a empresa nesta quarta-feira.

A companhia pode demitir entre 12 mil e 14 mil funcionários como parte do plano. Segundo fontes a par do assunto, os cortes de empregos na American Airlines foram detalhados por executivos em encontro com sindicatos nesta quarta.

O presidente-executivo da empresa, Tom Horton, deu a notícia sobre o valor pretendido em economias em uma carta a empregados sobre a estratégia de negócios para competir com rivais dos Estados Unidos que tomaram atitudes parecidas em anos recentes para reduzir suas operações e melhorar seus balanços.

A American Airlines tem dito que seus custos trabalhistas são mais altos do que os das outras empresas do setor nos EUA.

Horton disse que a companhia aérea tinha como objetivo reduzir custos anuais em US$ 2 bilhões, incluindo US$ 1,25 bilhão em despesas relacionadas a empregados. A American Airlines também planeja reestruturar dívidas e arrendamentos de aviões, assim como aposentar aeronaves mais antigas.

O total de custos relacionados a empregados será reduzido em cerca de 20% em todos os setores da empresa, incluindo a área administrativa.
A American também pretende gerar US$ 1 bilhão por ano em receita nova por meio de mudanças em sua malha aérea, na utilização da frota e com melhoria de produtos.

REUTERS/FOLHA

Raia Drogasil anuncia entrada em três Estados no 1º semestre


A rede Raia Drogasil anunciou nesta quarta-feira que irá estrear em três Estados (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia) no primeiro semestre do ano. Com a mudança, estará presente em 12 unidades da federação.

A gigante do setor, resultado da união entre a Raia e a Drogasil anunciada no ano passado, informou que comprou cinco pontos comerciais da Drogaria Panda no Mato Grosso por R$ 4,95 milhões. A empresa diz ainda irá abrir cinco lojas em Campo Grande (MS) até o final do semestre.

"Nosso ingresso nos estados de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul nos permitirá consolidar a nossa liderança na região Centro-Oeste do Brasil, na qual já possuímos um total de 33 lojas em Goiás e de 45 lojas no Distrito Federal", diz em comunicado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A Raia Drogasil anunciou também que possui três contratos assinados para a abertura orgânica de novas lojas na Bahia. Além disso, diz que tem "diversos outros pontos comerciais em processo adiantado de negociação para abertura no ano".

FOLHA

Jogo de futebol no Egito termina em tragédia com mais de 70 mortos


Um jogo de futebol no Egito terminou em tragédia com dezenas de mortos depois das torcidas invadirem o campo e brigarem no gramado.

Inicialmente, a agência de notícias Efe divulgou que ao menos 25 pessoas morreram, mas, mais tarde, Reuters, Associated Press e a própria Efe informaram que eram mais de 50 as vítimas fatais. Em seguida, o Ministério egípicio da Saúde confirmou 73 mortes.

"Isso é lamentável e profundamente triste. É o maior desastre da história do futebol egípicio", disse o vice-ministro da Saúde, Hesham Sheiha, à TV estatal do país, segundo a Reuters.

A confusão aconteceu depois de uma partida entre os times Al Ahli, do Cairo, e Al Masri, de Port Said, local do confronto, que terminou 3 a 1 para os anfitriões.

"Isto não é futebol, é guerra", relatou o jogador Mohamed Abo Treika, do Al Ahli.

Os clubes, e principalmente suas torcidas, têm uma longa rivalidade e histórico de confusão. De acordo com a Reuters, foram mais de mil feridos no confronto.

Segundo a Associated Press, os torcedores da casa começaram a jogar pedras e garrafas sobre os rivais e feriram também os jogadores do Al Ahli.

Testemunhas contaram para a agência Efe que a torcida local passou a provocar os rivais a cada gol. No final, irritados, os seguidores dos dois times invadiram o campo.


Os torcedores mais fanáticos do Al Ahli são conhecidos como "diabos vermelhos" e recentemente tiveram confrontos com a polícia do país durante a Primavera Árabe na Praça Tahrir, no Cairo.

Já na capital egípcia, torcedores botaram fogo dentro do estádio do Cairo após o árbitro terminar o confronto entre Zamalek e Ismaili.

FOLHA

Vendas de carros novos batem recorde para meses de janeiro


As vendas de automóveis e comerciais leves novos no Brasil em janeiro bateram recorde para o mês, apesar de terem recuado 23% na comparação com dezembro do ano passado, informou uma fonte com acesso aos números da indústria nesta quarta-feira.

O mercado apurou vendas de 252.752 automóveis e comerciais leves novos em janeiro, normalmente o mês mais fraco para o setor no ano, um crescimento de cerca de 10% em relação ao emplacado em janeiro de 2011, segundo a fonte.

A alta na comparação anual ocorreu mesmo com uma pequena diferença nos dias úteis de vendas - 22 dias em janeiro deste ano, contra 21 em 2011 - e com o acordo trabalhista que limitou o horário de funcionamento de concessionárias durante finais de semana.

As vendas de janeiro renovaram o recorde para o mês visto no ano passado, quando os emplacamentos do segmento tinham sido de 229.858 veículos, segundo dados da associação de concessionários, a Fenabrave.

Além de ter registrado recorde de vendas, o mês passado marcou mudança no ranking mensal de montadoras, com a General Motors assumindo a liderança, seguida de perto por Fiat e Volkswagen.

A montadora norte-americana encerrou o primeiro mês do ano com vendas de 52.863 automóveis e comerciais leves, após 41.159 unidades emplacadas um ano antes, quando estava na terceira posição do ranking.

A Fiat fechou o mês com vendas de 51.909 unidades, ante 46.625 em janeiro de 2011, mantendo a segunda posição. Já a Volkswagen apurou emplacamentos de 51.061 veículos, após 54.551 um ano antes, quando havia encerrado o mês na liderança do mercado.

A quarta e a quinta posições foram mantidas por Ford e Renault, segundo a fonte, com vendas de 22.205 e 16.613 unidades, respectivamente. Um ano antes, a norte-americana havia vendido 22.951 automóveis e comerciais leves e a montadora francesa, 11.241 unidades.

A associação de montadoras, Anfavea, estima um crescimento de cerca de 4% a 5% nas vendas de veículos em 2012, para o recorde entre 3,77 milhões e 3,81 milhões de unidades.

REUTERS/FOLHA

Campus Party espera 200 mil visitantes e terá conexão 2 vezes mais veloz


O evento de tecnologia e inovação Campus Party, que acontece a partir da próxima semana em São Paulo, espera neste ano 7.000 pessoas, entre participantes e palestrantes.

O evento terá espaço para acampamento de 5.000 pessoas. Segundo o diretor geral do evento, Mário Tesa, a área Expo (zona de visitação livre, sem acesso às palestras), terá a visita de até 200 mil pessoas.

Esta é a quinta edição da feira no Brasil, que tem a proposta de discutir tendências do mundo digital. Entre os temas a serem debatidos estão inovação, cultura digital, entretenimento e ciência. Pela primeira vez em cinco anos a Campus Party acontecerá no pavilhão de exposições do Anhembi, um dos maiores espaços para eventos da capital, na zona norte da cidade.

"O evento chegou no Anhembi para ficar", disse o prefeito de SP, Gilberto Kassab. Ele disse ainda que em breve a Campus Party integrará o calendário oficial da cidade.

Segundo Tesa, serão 500 horas de atividade -156 delas serão transmitidas ao vivo pela internet.

A infraestrutura de internet terá conectividade de 20 Gbps, o dobro da do ano passado. A ideia é que os participantes compartilhem conteúdo digital.

Empreendedorismo também será um dos focos, com concurso para escolher empresas iniciantes (start-ups) para receber investimentos de capital de risco e conhecer o Vale do Silício.

FOLHA

Setor privado cria menos vagas nos EUA; setor manufatureiro avança


O ritmo de geração de empregos pelo setor privado dos Estados Unidos desacelerou em janeiro, após a forte contratação do mês anterior, segundo relatório divulgado nesta quarta-feira. Foram criadas, em termos líquidos, 170 mil vagas de trabalho, informou a empresa de processamento de folhas de pagamento ADP.

O indicador veio um pouco abaixo da expectativa do mercado, uma vez que economistas previam adição de 185 mil empregos.

Além disso, a medição de dezembro foi revisada para baixo a 292 mil novas vagas, frente à estimativa anterior de 325 mil.

"Durante os últimos três meses, os ganhos mensais de emprego mostrados pela ADP foram em média de 223 mil, em comparação com a média mensal de 163 mil vagas criadas em 2011", disse o presidente e diretor-executivo da ADP, Carlos Rodríguez.

"Esse é um desempenho positivo que esperamos que vá continuar ao longo de 2012", avaliou.

MANUFATURA

O ritmo de crescimento do setor manufatureiro dos Estados Unidos acelerou em janeiro a seu nível mais alto desde junho, puxado pela melhora no componente de novas encomendas, de acordo com um relatório do setor divulgado nesta quarta-feira.

O Instituto de Gestão do Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou que seu índice nacional de atividade fabril subiu para 54,1 em janeiro, ante leitura revisada para 53,1 um mês antes. O número, no entanto, ficou abaixo da expectativa de 54,5.

Esse foi o 30º mês consecutivo em que o indicador ficou acima da marca de 50, que significa expansão da atividade. Os subíndices de preços, novas encomendas e estoques subiram, ao passo que os de emprego e produção recuaram.

REUTERS/VALOR/FOLHA

China corre risco de desaceleração em 2012, diz ministro


A economia da China enfrenta riscos de desaceleração em 2012, na medida em que o enfraquecimento da demanda externa reduz o crescimento do setor de exportação do país, afirmou o ministro das Finanças da China, Xie Xuren, em comentários publicados nesta quarta-feira.

Ele disse também que as pressões inflacionárias na China continuam fortes, com os mercados internacionais inundados com dinheiro, o que ajudou a elevar os preços globais de commodities.

"Há algumas pressões para o crescimento da economia. Com a demanda externa caindo claramente, os exportadores chineses estão enfrentando crescentes dificuldades", escreveu Xie em um artigo publicado na revista mensal do Partido Comunista, "Seeking Truth".

A economia da China, que cresceu no ritmo mais lento em dois anos e meio no último trimestre, aparenta estar caminhando para uma desaceleração ainda mais forte nos próximos meses, apesar de uma pesquisa oficial de gerente de compras mostrar uma pequena alta na produção industrial em janeiro.

Xie também enfatizou o importante papel da política fiscal em manter a China estável e com crescimento relativamente rápido da economia, e disse que Pequim continuará implementando uma política fiscal pró-ativa neste ano.

É esperado que o deficit fiscal da China e o nível de endividamento do governo, que continuam em uma zona segura e confortável, deem muito espaço para o governo manter sua política fiscal pró-ativa, acrescentou Xie.

Ele afirmou ainda que o seu ministério concederá mais apoio fiscal às empresas de pequeno e médio porte, além de aumentar os esforços para cortar impostos em alguns setores selecionados, a fim de reestruturar a economia para depender menos de exportações e mais do consumo doméstico.

"Vamos melhorar as políticas de corte de impostos em algumas áreas para promover o desenvolvimento das empresas e impulsionar o consumo das famílias", prometeu.

REUTERS/FOLHA

Entrada de dólares supera saída em janeiro


O fluxo de dólares (entrada e saída da moeda) para o país no mês de janeiro foi positivo em US$ 6,5 bilhões, informou o Banco Central nesta quarta-feira (1º). Em janeiro de 2011, as entradas foram 90,3% superiores, quando chegaram a US$ 12,37 bilhões.

O resultado do mês se deve à entrada de US$ 6,29 bilhões da conta financeira e a entrada de US$ 210 milhões nas operações comerciais.

Na semana passada, o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, afirmou que o resultado verificado no segmento financeiro neste mês aponta para um forte fluxo de capitais estrangeiros de diversas modalidades.

As operações comerciais são aquelas onde contratos são celebrados para exportação e importação. Já as operações financeiras incluem as atividades restantes, como IED (Investimento Estrangeiro Direto), aplicações financeiras, remessas de lucros e dividendos ao exterior, etc.

2011

A entrada de dólares no Brasil superou a saída e o resultado do fluxo cambial brasileiro foi positivo em US$ 65,27 bilhões em 2011, segundo o BC. 

Na comparação com 2010, que registrou a entrada de dólares de US$ 24,35 bilhões, houve um incremento de 168,3%.

Este foi o segundo maior superavit registrado no país, ficando atrás apenas do resultado de 2007, quando houve ingresso de US$ 87,45 bilhões.

FOLHA

Facebook planeja levantar US$ 5 bilhões em oferta de ações


A rede social Facebook planeja apresentar seu registro para oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) nesta quarta-feira com perspectivas de levantar cerca de US$ 5 bilhões.

Segundo o jornal "New York Times", o banco de investimentos Morgan Stanley deverá ser o escolhido para liderar a oferta, após desbancar o Goldman Sachs.

O Morgan Stanley já possui experiência em subscrições de operações de empresas digitais. Em 2011, atuou nos IPOs da rede social corporativa LinkedIn, do site de descontos Groupon e do Zynga.

O IPO da empresa de games sociais foi o segundo maior do mercado americano de internet. Em 2004, o Google levantou US$ 1,9 bilhão e foi avaliado em US$ 23 bilhões.

Considerando a expectativa sobre o potencial do Facebook, o IPO de US$ 5 bilhões é considerado pequeno. Havia especulação de que o volume poderia chegar a US$ 10 bilhões.

Segundo Fernando Belfort, analista brasileiro da consultoria Frost & Sullivan, o IPO bilionário do Facebook é resultante do "enorme potencial visto pelo mercado na exploração do ativo mais valioso da empresa, seu banco de dados com as informações dos usuários".

No entanto, para Belfort, a questão da privacidade é a grande barreira enfrentada pelo Facebook atualmente. "Qualquer alteração realizada no modelo de privacidade vigente da rede social gera enormes repercursões entre os usuários, e um movimento brusco na direção errada poderia gerar um êxodo importante no site de Mark Zuckerberg", disse.

Outro desafio será saber se, com o aporte de capital, os gestores do Facebook conseguirão desenvolver um modelo de negócios mais diversificado e que consiga conciliar o interesse dos usuários com o interesse dos investidores, na avaliação de Belfort.

No mundo, o Facebook tem quase 800 milhões de usuários. No mercado brasileiro, a rede de Mark Zuckerberg ultrapassou o Orkut como a rede social com maior audiência em número de visitantes na internet brasileira, segundo dados divulgados há duas semanas pela consultoria comScore.

A rede social de Mark Zuckerberg chegou a 36 milhões de visitantes em dezembro, ante 34,4 milhões do site do concorrente Google.

A audiência do Facebook quase triplicou em relação ao registrado um ano antes, em dezembro de 2010, quando era de 12,4 milhões de visitantes.

FOLHA

Banco do Brasil é o 3º banco a ser alvo de hackers; site saiu do ar


O site do Banco do Brasil foi o alvo escolhido para os ataques hackers do Anonymous nesta quarta-feira. O grupo diz, no Twitter, ter conseguido atingir a página do banco com sucesso.


O site ficou fora do ar por volta das 11h. A Folha realizou diversas tentativas de acesso no horário, mas a página não carregou. O banco afirma, em nota, ter registrado picos no volume de acessos ao site, o que, segundo o BB, causou lentidão no sistema em algumas regiões do país.

A instituição diz, no entanto, que a página permaneceu disponível durante todo o período e que não houve comprometimento na segurança dos dados de clientes.

A indisponibilidade da página do Banco do Brasil nesta quarta-feira segue uma série de problemas enfrentados por sites de bancos nesta semana. O Anonymous afirma ter causado as falhas técnicas em todos os casos.

Ontem, o site do Bradesco ficou instável durante um período da manhã e na segunda-feira a página do Itaú chegou a ficar indisponível por alguns minutos.

A assessoria de imprensa do Itaú confirmou que houve indisponibilidade, mas não informou os motivos do problema. Já o Bradesco informou que o site recebeu um volume de acessos superior a média e que chegou apresentar intermitência, mas que não chegou a ficar fora do ar.

O grupo Anonymous diz, por meio de suas contas no Twitter, que a ação é um protesto contra a corrupção e será feita ao longo da semana com o intuito de deixar a cada dia um serviço de internet banking fora do ar por pelo menos 12 horas.

Os hackers têm utilizado de uma técnica de ataques de negação distribuída de serviço, o DDOS (um acrônimo em inglês para Distributed Denial of Service), que consiste em bombardear um servidor com pedidos de acesso para um site até que ele atinja o limite de sua capacidade e fique indisponível.

Segundo especialistas em segurança da informação ouvidos pela Folha, este tipo de ataque não oferece grandes riscos a segurança de dados armazenados, mas deve ser acompanhado com atenção para evitar que este ataque seja um disfarce para que os hackers tentem outras formas de ataques e invasões ao servidor alvo.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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