sábado, 4 de fevereiro de 2012

Brasileira é presa na Espanha acusada de 'gato' para cultivar maconha


Uma brasileira foi presa na cidade de Lorca, no sudeste da Espanha, acusada de tráfico de drogas depois de ser descoberta devido a uma conexão irregular de luz.

O "gato" levou a polícia a encontrar 1.300 plantas de maconha, mais de 350 quilos, na casa da mulher.

Segundo nota da polícia espanhola, a acusada nunca levantou suspeitas por tráfico e os vizinhos não teriam desconfiado, caso o roubo de energia não acontecesse.

A irregularidade foi descoberta quando, no fim de 2011, os moradores se queixaram do aumento das contas de luz e chamaram a companhia abastecedora, que mandou inspetores ao prédio para comprovar o funcionamento dos medidores.

A conclusão dos peritos foi que toda vizinhança estava sendo roubada. De acordo com a polícia, a única pessoa que tinha consumo mínimo de luz e água no prédio era a acusada.

SISTEMA DE CULTIVO

A informação levantou suspeitas e levou a polícia a fazer uma batida na casa da brasileira na última quinta-feira, com uma ordem judicial para entrar e averiguar a origem do furto de energia.

A casa de 250 metros quadrados tinha pés de maconha em salas, quartos, banheiros e no terraço.

Oficiais afirmaram que alguns exemplares mediam 1,5 metro de altura e estavam prontos para a colheita.

A mulher de 32 anos, cujo nome não foi divulgado, teria desenvolvido um sistema para o cuidado das plantas com lâmpadas, ventiladores, aquecedores e aparelhos de rega automática, ligados 24 horas por dia na caixa de luz geral.

Também foram apreendidos vários sacos de sementes de maconha, fertilizantes e materiais diversos para cultivo.

A brasileira foi acusada de delito contra a saúde pública por cultivo de entorpecentes para fins comerciais e de fraude de energia elétrica.

A legislação espanhola permite o consumo, mas não o cultivo doméstico de maconha, que pode ser punido com pena de um a três anos de cadeia.

BBC BRASIL/FOLHA

Gays fazem protesto após beijo proibido em lanchonete de São Paulo


Primeiro, foi um abraço. Depois, um beijo. Em seguida, o aviso de um funcionário: "Aqui, não pode". Proibidos de beijar em uma lanchonete do centro de São Paulo, dois amigos gays reclamaram na internet.

Agora, com o apoio dos internautas, eles prometem um "beijaço" hoje, às 16h, em frente à lanchonete Parada do Vergueiro, próxima ao Centro Cultural São Paulo.

A ideia do protesto surgiu em uma comunidade do Facebook após um desabafo do jornalista Marcelo Hailer, 29.

No sábado passado, ele trocava um beijo com o estudante Eros Prado, 19, quando ouviu um barulho vindo do balcão da pequena lanchonete.

Era um funcionário, que viu a cena e decidiu chamar a atenção do casal. "Era língua com língua, escandoloso. Bati no balcão e falei: aqui não pode", conta Teodósio José de Oliveira, 46.

Os rapazes dizem que tentaram argumentar, sem sucesso. "Ele [o funcionário] disse que era um ambiente familiar. Mas somos uma família também", diz Marcelo.

O fato chegou à Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual, da prefeitura, que atua contra a homofobia.

O advogado do órgão Paulo Roberto Vecchiatti diz que deve notificar a lanchonete sobre o fato, com base na lei estadual 10.948, de 2001.

Gerente da lanchonete, Francisco Maia de Oliveira, 42, nega discriminação. "Não somos contra casal gay. Também chamamos a atenção de homem e mulher", afirma.

FOLHA

Soldado americano envolvido com WikiLeaks será julgado por corte marcial


O comandante do Distrito Militar de Washington, o general de divisão Michael Linnington, ordenou na sexta-feira que uma corte marcial seja responsável por julgar o soldado americano Bradley Manning, acusado de repassar milhares de documentos sigilosos ao site WikiLeaks.

Linnington anunciou sua decisão depois de revisar os testemunhos e os argumentos da audiência preliminar que aconteceu no último mês de dezembro em Fort Meade, no Estado de Maryland.

Agora, o braço judicial das Forças Armadas americanas deverá indicar um juiz militar para o caso, e este será o encarregado de marcar o local e a data do julgamento militar.

A decisão de Linnington ratifica as recomendações do tenente-coronel Paul Almanza, presidente do tribunal militar que realizou a audiência preliminar em dezembro, e do coronel Carl Coffman, comandante da guarnição da Base Conjunta Myer-Henderson Hall.

Uma das acusações que podem ser imputadas a Manning é a de "ajuda ao inimigo", pelo que poderia ser condenado a prisão perpétua.

As outras acusações incluem roubo de bens públicos e documentos, divulgação de informações relativas à defesa do país e violação do regulamento do programa de segurança de informações das Forças Armadas.

Na audiência preliminar de dezembro passado, a acusação apresentou testemunhos e evidências digitais que, em sua opinião, demonstram que Manning transferiu mais de 700 mil documentos classificados à rede WikiLeaks, fundada pelo australiano Julian Assange.

A defesa de Manning, liderada pelo advogado David Coombs, terá agora mais dificuldades para apresentar o caso e eventualmente recorrer, devido à rigidez desse sistema marcial.

Coombs baseou sua defesa durante a audiência preliminar no estado mental de Manning, que, em sua opinião, nunca deveria ter tido acesso a informações confidenciais durante seu destacamento no Iraque.

Manning trabalhou como analista de informações no Iraque de outubro de 2009 até sua detenção, em maio de 2010, quando um informante do Pentágono, o hacker Adrian Lamo, o teria delatado.

EFE/FOLHA

Número de mortes de civis aumenta no Afeganistão em 2011


O número de civis mortos e feridos no conflito do Afeganistão aumentou pelo quinto ano consecutivo, segundo um relatório da ONU citado pela emissora britânica de TV BBC neste sábado. A alta se deu principalmente por conta de ataques de insurgentes.

A Unama (sigla em inglês para Missão de Assistência da ONU no Afeganistão) registrou em 2011 a morte de 3.021 civis no país, uma forte alta frente às 2.790 mortes contabilizadas em 2010 e às 2.412 de 2009.

De acordo com o relatório, militantes extremistas estão usando mais frequentemente explosivos improvisados e realizando mais ataques suicidas de forma mais eficiente. As causalidades de civis por conta de ataques aéreos em apoio ao governo afegão também cresceram.

"Há muito tempo já, civis afegãos vêm pagando o preço mais alto da guerra. As partes envolvidas no conflito devem aumentar seus esforços para proteger os civis e evitar uma nova alta no número de mortes e ferimentos em 2012", pediu Jan Kubis, representando especial do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

NÚMEROS

O relatório de 2011 disse que um total de 11.864 vidas civis haviam sido tomadas pelo conflito no Afeganistão desde 2007. No ano passado, grupos anti-governamentais foram acusados de causar 77% das mortes.

Houve 410 mortes de civis - cerca de 14% - resultantes de operações de forças pró-governo e outras 279 mortes (9%) que não podem ser atribuídas a nenhum dos lados no conflito.

"Dispositivos explosivos improvisados; foram a maior arma usada para matar crianças afegãs, mulheres e homens em 2011, tirando a vida de 967 civis, ou quase um em cada três de todos mortos no conflito", apontou o relatório.

A alta comissária da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, afirmou ser "extremamente preocupante" o fato de que as vítimas civis continuaram a aumentar ano após ano no Afeganistão.

FOLHA

Encontrados os primeiros corpos de naufrágio em Papua Nova Guiné


As equipes de resgate recuperaram neste sábado quatro corpos após o naufrágio ocorrido em águas de Papua Nova Guiné na quinta-feira, enquanto prosseguem as buscas por 100 desaparecidos, informou a imprensa local.

O Rabaul Queen navegava entre a localidade turística de Kimbe, situada na ilha da Nova Bretanha, e Lae, no litoral nordeste da ilha de Papua, quando afundou a cerca de 80 quilômetros de seu ponto de chegada com 350 pessoas a bordo.

Até o momento, foram resgatadas pelo menos 246 pessoas com vida, indicou a Autoridade Australiana de Segurança Marítima, que participa das operações de resgate.

Muitos dos sobreviventes foram atendidos no hospital de Lae por efeitos da inalação de substâncias tóxicas e fraturas ósseas, embora só três deles apresentem ferimentos graves.

O capitão Nurur Rahman, chefe interino da Autoridade de Segurança Marítima papua, explicou que ontem as más condições meteorológicas dificultaram os trabalhos de resgate e que por isso não foram encontrados novos sobreviventes, embora não descarte a chance de ainda haver náufragos com vida.

A empresa proprietária do navio confirmou que cerca de 350 pessoas - entre elas 12 membros da tripulação - viajavam na embarcação, cuja capacidade máxima era de 310 passageiros.

Alguns sobreviventes relataram a uma rádio neozelandesa que o número de passageiros superava em 200 pessoas a capacidade permitida.

Já o inspetor Samson Siguyaru disse que a maioria dos passageiros eram estudantes que retornavam para o início de seu curso e que na embarcação "havia uma mistura de crianças e idosos".

EFE/FOLHA

luishipolito@outlook.com

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