terça-feira, 5 de junho de 2012

Tentando se manter na mídia, Geisy Arruda completa 23 anos


A ex-estudante de Turismo Geisy Arruda (5.jun.1989 - Diadema, SP) ficou conhecida em 2009 após ter sido hostilizada na Universidade Bandeirantes (Uniban), em São Paulo, por usar um vestido rosa demasiadamente curto.
O episódio foi parar na mídia e, rapidamente, seu nome assumiu a liderança dos Trending Topics (TTs) do Twitter.
Ela foi convidada para participar da maioria dos programas noticiosos e de humor da televisão brasileira, inclusive "Casseta & Planeta" e "CQC".
A partir daí, fez cirurgia plástica, posou nua, lançou uma biografia ("Vestida para Causar"), participou do reality show "A Fazenda" (Record), lançou uma grife de vestidos, fez curso de teatro e conseguiu comprar um apartamento de cobertura para os pais, em Santo André, na Grande São Paulo.
Em 2010, a Uniban foi condenada em primeira instância a pagar R$ 40 mil de indenização por danos morais a Geisy. A sentença foi confirmada em março.
Sobre o episódio do vestido curto, Geisy escreveu no seu perfil oficial do Twitter: "Sou Geisy Arruda, fui humilhada, passei por uma série de problemas e consegui dar a voltar por cima e mostrar meu valor. O retrato da mulher brasileira".
Desde 2011, Geisy faz parte do elenco "Escolinha do Gugu", da Rede Record.
FOLHA

Quase metade dos brasileiros apoiam tortura para obter provas


Caiu nos últimos dez anos o número de pessoas que são totalmente contrárias a aceitação de provas obtidas com tortura nos tribunais, segundo pesquisa do NEV (Núcleo de Estudos da Violência) da USP divulgada hoje. Ao todo, foram ouvidos moradores de 11 capitais brasileiras.

Segundo os dados de 2010, 52,5% dos ouvidos discordam totalmente com o uso de tortura para obter provas e 47,5% concordam totalmente, em parte ou discordam apenas em parte com a prática. Em 1999, a mesma pesquisa apontava 71,2% dos brasileiros totalmente contrários a tortura e 28,8% concordavam totalmente, em parte ou discordavam em partes.

Na análise por Estados, Goiânia é o que tem maior percentual de moradores que discordam totalmente com a tortura, seguido por Belo Horizonte e São Paulo. Já entre os que concordam totalmente, em parte ou discordavam em partes com a prática, o destaque é de Porto Velho, com 75,3% das pessoas com essa opinião.

Sobre a ação policial, caiu o percentual de pessoas que desaprovam o uso da força. Apesar disso, a maioria ainda é contrária. O número de pessoas que discordam totalmente com a invasão de residência caiu de 78,4% para 63,8%, com o ato de atirar em suspeito caiu de 87,9% para 68,6%, e quanto a agressão de suspeito caiu de 88,7% para 67,9%.

ESTUPRO

A pesquisa apontou ainda que a maioria da população defende a pena de morte ou a prisão perpétua para estupradores. Conforme os dados, 73,8% dos entrevistados são a favor de penas mais duras para os condenados por estupro.

Ao mesmo tempo, 51,8% dos entrevistados dizem ser contrários à pena de morte. Atualmente, estupradores podem ficar no máximo 12 anos presos, segundo o Código Penal.

"O estupro é um dos crimes que mais provocam ódio. Quanto mais raiva a pessoa sente, maior é a propensão de ela aceitar uma pena dura para o criminoso", afirma a psicóloga Nancy Cardia, coordenadora do trabalho.

Na pesquisa, foram feitas 4.025 entrevistas com maiores de 16 anos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém, Manaus, Porto Velho e Goiânia.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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