sábado, 9 de junho de 2012

Inflação na China cai para 3% em maio


O governo chinês divulgou neste sábado (noite de sexta-feira em Brasília) que a inflação no país reduziu para 3% em maio, uma queda de quatro décimos percentuais em relação a abril.

O principal responsável pela redução foi a desaceleração dos percentuais no preço dos alimentos, que caíram de 7% em abril para 6,4% em maio. A queda pode facilitar a concessão de estímulos estatais para evitar a desaceleração econômica.

Na quinta (7), o Banco Central da China cortou em 0,25 ponto porcentual a taxa básica de juros do mercado, numa decisão-surpresa para estimular o brando crescimento econômico do país. Foi a primeira redução da taxa desde o período mais duro da crise financeira de 2008/09.

A nova taxa, de 6,31%, entra em vigor a partir de 8 de junho, informou o Banco do Povo da China em um breve comunicado em seu website. As taxas para depósitos também foram reduzidas na mesma proporção para 3,25%.

A última alteração na taxa de empréstimos havia ocorrido em julho de 2011, quando a taxa básica de referência para um ano fora elevada em 0,25 ponto porcentual, para 6,56%.

No entanto, a China está agora a caminho de concluir, neste segundo trimestre do ano, o seu trimestre mais fraco de crescimento em três anos.

ASSOCIATED PRESS/FOLHA

Sobra de energia vai elevar conta de luz do consumidor comum


A conta de luz dos consumidores de energia atendidos pelas 63 distribuidoras do país - como Eletropaulo e Cemig - vai ficar mais cara nos próximos anos, informa reportagem de Agnaldo Brito publicada na Folha deste sábado.

Além dos habituais reajustes anuais, há outro fator de pressão sobre os preços: a fuga de grandes consumidores para o chamado mercado livre de energia.

O problema mais imediato dessa debandada é o furo no planejamento de compra de energia pelas distribuidoras. Elas compraram energia para um cliente que foi embora. Essa fuga tem gerado a sobrecontratação das concessionárias.

Para reduzir o excesso de energia "encomendada", as distribuidoras devolvem contratos de velhas usinas, que têm preço menor. Sobram os contratos mais elevados, encarecendo a aquisição da energia, com reflexo na conta do consumidor.

FOLHA

Banco Central reduzirá Selic a menos de 8%, dizem economistas


A recuperação lenta da economia brasileira, o agravamento da crise na Europa e a inflação sob controle devem fazer com que o Banco Central leve a taxa básica de juros da economia, a Selic, para abaixo de 8% ao ano ainda em 2012, informa reportagem de Maeli Prado, publicada na Folhadeste sábado.

Essa foi a interpretação de economistas e consultorias sobre a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada ontem.

Na última segunda, uma pesquisa do Banco Central mostrou que a maioria dos analistas apostava que neste ano haveria somente mais um corte, de 0,50 ponto percentual. 

Atualmente a taxa básica de juros está em 8,5% ao ano, a menor da história.

A ata também reconhece que a retomada da economia brasileira é "bastante gradual", o que, para analistas, pode levar o Copom a cortar a Selic com mais intensidade para estimular, em especial, a indústria.

FOLHA

PPS quer lista de empresas beneficiadas por empréstimos do BNDES


O líder do PPS na Câmara dos Deputados, Rubens Bueno (PR), enviará, no início da próxima semana, requerimento solicitando ao governo federal o nome de todas as empresas beneficiadas nos últimos três anos por financiamentos subsidiados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Matéria da Folha de hoje mostra que, nos últimos três anos, o Tesouro Nacional teve um prejuízo de R$ 28,2 bilhões com empréstimos feitos ao banco de fomento. Isso porque o Tesouro emite títulos da dívida pública para arrecadar os recursos e paga um juro mais alto para os investidores do que o cobrado do BNDES.

"Precisamos saber para onde está indo o dinheiro do contribuinte e quais são os setores empresariais alvo destes financiamentos vantajosos. Com este requerimento, queremos ainda analisar se há alguma relação entre os segmentos beneficiados e os doadores de campanha do partido que está no poder", afirmou Bueno.

O deputado, que integra a CPI do Cachoeira, disse que o partido quer saber ainda se houve ajuda do BNDES a empresas ligada ao empresário Carlinhos Cachoeira.

FOLHA

França confirma morte de 4 soldados no Afeganistão


A França confirmou neste sábado a morte de quatro soldados de forças do país na região de Kapisa, no leste do Afeganistão, em um ataque dos insurgentes do Taleban, que previamente haviam reivindicado as mortes.

"Cinco feridos foram retirados, três deles em estado grave. Foi iniciada uma investigação para determinar as causas deste drama", indicou o Eliseu em comunicado.

Mais de 80 soldados franceses morreram no Afeganistão, os últimos em janeiro passado, em um atentado cometido por um talibã infiltrado em um centro de formação.

Antes da confirmação do Eliseu, o porta-voz dos insurgentes, Zabihullah Mujahid, já reivindicara as mortes, que cifrou em 12, durante um ataque suicida.

As tropas francesas no Afeganistão estão em pleno processo de retirada, em cumprimento da promessa eleitoral do presidente François Hollande de abandonar o país asiático antes do fim deste ano.

EFE/FOLHA

Eurogrupo convoca teleconferência urgente sobre resgate à Espanha


Os ministros de Economia e Finanças da zona do euro celebrarão a partir das 11h (horário de Brasília) deste sábado uma teleconferência urgente sobre o possível resgate europeu ao sistema bancário espanhol, confirmou o porta-voz do presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker.

A Espanha por enquanto não formalizou seu pedido de ajuda à Europa, que poderia acontecer em qualquer momento depois da noite de ontem, quando foi antecipada a publicação do relatório do FMI (Fundo Monetário Internacional) sobre a situação do sistema financeiro espanhol.

A Comissão Europeia aconselhará Madri a aguardar até conhecer as necessidades exatas de seus bancos antes de formular qualquer pedido de auxílio, apesar de ter reiterado o tempo todo que a decisão sobre o momento de fazer isso depende exclusivamente do Executivo de Mariano Rajoy.

Apesar de ainda haver auditorias em andamento sobre a situação dos bancos na Espanha, o governo acredita que todas seguirão a mesma linha do relatório do FMI, pelo que somente esse documento já serviria como base para formular a solicitação.

O FMI calculou a necessidade de recapitalização dos bancos mais frágeis da Espanha em pelo menos 40 bilhões de euros.

EFE/FOLHA

luishipolito@outlook.com

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