segunda-feira, 18 de junho de 2012

Festival de Cannes tem 34 mil peças publicitárias inscritas


Começou ontem no sul da França o Cannes Lions, principal premiação da publicidade internacional.

Mais de 34 mil trabalhos de 87 países disputam prêmios em 18 categorias, que vão de propagandas impressas, em filme e no rádio a campanhas integradas e campanhas "cyber" e "mobile".

As agências de publicidade brasileira inscreveram mais de 3.000 peças, fazendo com que o país seja o segundo em número de inscrições, atrás apenas dos EUA.

O festival vai até sábado, com a participação de cerca de 11 mil delegados de 90 países. Ao longo da semana, vão sendo anunciados os finalistas e os trabalhos premiados em cada categoria.

Duas categorias já tiveram os finalistas anunciados e terão a premiação hoje: a Direct Lions, de marketing direto (folhetos e materiais enviados diretamente ao consumidor) e a Promo & Activation Lions (eventos e promoções).

Na primeira, o Brasil tem 15 finalistas, enquanto na segunda são 24 trabalhos brasileiros na final.

A categoria PR Lions, para campanhas de relações públicas, terá os finalistas e os prêmios anunciados hoje.

O Brasil também está representado nos júris que escolhem os finalistas e premiados das categorias: são 14 publicitários e profissionais de marketing brasileiros atuando como jurados.

NOVOS PRÊMIOS

Duas categorias estão fazendo a estreia no festival deste ano: Mobile Lions, para campanhas em celulares e outros dispositivos eletrônicos móveis, e Branded Content & Entertainment Lions, para publicidade veiculada dentro de outros conteúdos, como filmes e videogames, o famoso "merchandising".

Mas a categoria mais disputada é a Press Lions, para peças publicitárias impressas, com mais de 6.000 trabalhos inscritos.

O festival vai homenagear com um prêmio especial Dan Wieden, cofundador da agência Wieden+Kennedy, de Portland, nos EUA. Wieden receberá o Leão de St. Mark pelas suas contribuições ao setor de publicidade.

FOLHA

Justiça decide que áudios de operação que prendeu Cachoeira são legais


Por dois votos a um, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu nesta segunda-feira (18) que as gravações telefônicas da Operação Monte Carlo são legais. Os dois votos a favor foram anunciados hoje e contrariam posição do relator, Tourinho Neto, pela ilegalidade das escutas.

Os votos pela legalidade das gravações foram dados pelos juízes federais Cândido Ribeiro e Marcos Augusto Souza. Agora, a defesa de Carlinhos Cachoeira, alvo principal da Operação Monte Carlo, estuda recorrer no próprio TRF ou no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Na semana passada, Tourinho Neto considerou todas as provas ilegais, argumentando que foram insuficientes as justificativas do juiz de primeira instância ao autorizar as escutas. 

Para ele, grampos só podem ser autorizados em situação excepcional, o que não teria acontecido na Monte Carlo. Segundo ele, as interceptações foram requisitadas pela PF com base apenas em denúncia anônima, o que considerou insuficiente.

Em seu voto anunciado hoje, entretanto, Cândido Ribeiro disse que a Monte Carlo foi uma operação excepcional porque o esquema de Cachoeira contava com o envolvimento de policiais federais e civis, e por isso, segundo ele, as gravações telefônicas eram necessárias. 

Já Marcos Augusto Souza afirmou que houve diligências em meio ao pedido de autorização para fazer escutas, como fotografias de casas de jogos.

A posição de Tourinho preocupava investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público Federal porque, se fosse confirmada pelos demais juízes nesta segunda-feira, comprometeria toda a operação, muito baseada em escutas. Uma anulação colocaria em risco ainda o inquérito contra o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) no STF (Supremo Tribunal Federal) e até mesmo a continuação da CPI do Cachoeira.

Mesmo com o placar desfavorável no TRF, o advogado de Cachoeira, Márcio Thomaz Bastos, deve usar o conteúdo do voto de Tourinho Neto como argumento num possível recurso ao STJ.

FOLHA

Mudanças de Apple e Google transformam serviços de mapas


A corrida por um dos tesouros mais preciosos do Vale do Silício esquentou com o anúncio de um forte competidor: a Apple também quer o filão dos mapas on-line.

Em meio a novos produtos, a empresa mostrou na semana passada em San Francisco as primeiras imagens de seu aplicativo de cartografia e geolocalização para dispositivos móveis.
Encerrando uma parceria de cinco anos, o serviço que era fornecido pelo Google será substituído pelo Mapas no iOS 6, a próxima versão do sistema operacional para iPhone e iPad.

Rivais no mercado móvel, as duas empresas inauguram outro campo de batalha. O Google é o líder do serviço e, com investimentos de oito anos, detém mais de 70% do mercado nos EUA.

Porém, metade das pessoas que acessam mapas do Google tem aparelhos da Apple, segundo o jornal "Wall Street Journal".

A importância da cartografia on-line vai além do uso básico de navegação. O aplicativo é o cenário virtual, na ponta do dedo do usuário, para um universo de possibilidades de comércio local, propagandas e coleta de dados.

GOOGLE VOADOR

O Google, prevendo o movimento da Apple, se pronunciou uma semana antes, para lembrar que cobre mais de 180 países, além de interiores de aeroportos e shopping centers, com ajuda de aviões próprios, carros e bicicletas. Aproveitou também para anunciar algumas melhorias, como imagens em 3D e funcionamento off-line.

Já a Apple mostrou o Flyover, uma ferramenta do serviço de mapas que mostra imagens como se o usuário sobrevoasse o local.

Além disso, o assistente virtual Siri, ainda indisponível em português, estará ligado à cartografia on-line para sugerir rotas sem trânsito.

Na conferência em San Francisco, o grilo falante da Apple foi questionado se "faltava muito" para chegar a um destino. "Relaxa, faltam 14 minutos", respondeu o Siri.

"É uma solução de mapeamento feita do zero. Nós vamos fazer nossa cartografia. Vamos cobrir o mundo", disse Scott Forstall, responsável pela área de software da Apple, que em anos recentes adquiriu ao menos três companhias especializadas em mapas e fez parceira com a holandesa TomTom (líder de navegação para veículos).

QUEM PAGA A CONTA?

O domínio cartográfico do Google começou a ganhar resistência no final de 2011, quando a empresa resolveu estender suas taxas de uso a sites menores, que começaram a procurar alternativas.

A principal tem sido o OpenStreetMap, serviço de mapas ao estilo da Wikipédia, com criação coletiva e 500 mil usuários cadastrados. A rede social Foursquare foi uma das empresas que deixou o Google Maps.

Outras também estão se reorganizando. Especula-se que a Nokia passará a responder pelos mapas do Windows Phone 8, o sistema operacional móvel da Microsoft.

FOLHA

Taxa de homicídios no Brasil cresceu 41% desde 1992, aponta IBGE


A taxa de homicídios no Brasil cresceu 41% em 17 anos, de 1992 a 2009, de acordo com a pesquisa IDS 2012 (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável) divulgada nesta segunda-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em 2009, ano dos dados mais recentes disponíveis, a média de assassinatos no país foi de 27,1 mortes para cada 100 mil habitantes, enquanto em 1992 o índice foi de 19,2.

Entre os Estados, Alagoas (59,3), Espírito Santo (56,9) e Pernambuco (44,9) atingiram os maiores índices de mortes. As menores taxas foram registradas no Piauí (12,4), Santa Catarina (13,4) e São Paulo (15,8).

Os valores relativos aos homens são mais de dez vezes maiores aos das mulheres. Considerando apenas vítimas do sexo masculino, o índice de assassinatos foi de 50,7 por 100 mil habitantes em 2009. Já considerando apenas mulheres, o índice cai para 4,4.

Segundo o IBGE, as mortes por homicídios afetam a esperança de vida, que se reduz devido às mortes prematuras, sobretudo, de homens jovens.
Coeficiente de homicídios por 100 mil habitantes - 2009
UFTotalHomensMulheres
Alagoas59,3114,26,9
Espírito Santo56,9102,812,2
Pernambuco44,985,76,7
Pará40,174,54,9
Bahia37,070,14,7
Rondônia35,763,66,9
Paraná34,563,76,1
Distrito Federal33,864,75,6
Paraíba33,563,35,1
Rio de Janeiro33,465,34,2
Mato Grosso33,359,26,4
Sergipe32,362,43,5
Goiás32,059,15,5
Mato Grosso do Sul30,756,15,5
Amapá30,356,63,8
Roraima28,042,312,1
Amazonas27,049,84,0
Rio Grande do Norte25,548,43,6
Ceará25,348,53,2
Tocantins22,439,44,9
Acre22,139,44,7
Maranhão22,041,42,7
Rio Grande do Sul20,537,74,0
Minas Gerais18,733,74,0
São Paulo15,829,23,1
Santa Catarina13,423,93,0
Piauí12,222,81,9
Fonte: Ministério da Saúde, Sistema de Informações sobre Mortalidade

FOLHA

Recuperação do Carrefour levará três anos, diz presidente da rede


O presidente-executivo do Carrefour, George Plassat, afirmou a acionistas nesta segunda-feira que precisa de três anos para recuperar o maior grupo varejista da Europa em meio à deterioração do ambiente econômico.

Plassat afirmou que suas prioridades são redução de dívida, avaliação de saída de certos mercados e redução de custos enquanto restaura poder para gerentes locais do grupo.

"Não tenham ilusões, haverá ventos contrários... Não posso me comprometer com promessas de curto prazo", disse Plassat durante reunião anual com acionistas. "Levará três anos para o relançamento. É preciso três anos para se conseguir algo sólido".

Plassat ingressou no Carrefour, segundo maior varejista do mundo, em abril com meta de reverter anos de desempenho abaixo do esperado nos mercados europeus.

"A principal origem das dificuldades do Carrefour é o ritmo de seu desenvolvimento", disse Plassat. "Por 15 anos o grupo tem perseguido o dinheiro necessário para seu desenvolvimento. Precisamos restaurar a capacidade financeira do grupo para podermos desenvolvê-lo".

Plassat teve uma semana agitada antes da reunião com os acionistas, anunciando que o Carrefour está saindo da Grécia, onde as vendas têm caído por causa da crise de dívida, e compra da rede argentina de supermercados EKI.

Na reunião, Plassat afirmou que o Carrefour não tem planos de deixar o Brasil e afirmou que considera o país uma plataforma para a expansão do grupo na América Latina.

FOLHA

Vazamento de óleo interrompe pesca na Bahia


Um vazamento de óleo, que gerou uma mancha com ao menos quatro quilômetros de extensão, atingiu uma das mais tradicionais regiões pesqueiras na Baía de Todos os Santos, próxima a Salvador.

O acidente ocorreu nas imediações do município de Madre de Deus (51 km de Salvador) no último sábado. O presidente da associação local de pesca, José Antônio Santos, disse que o desastre ambiental impede o trabalho de 1.422 pescadores.

O tamanho da mancha foi relatado pelos pescadores e confirmado pelo órgão estadual de ambiente da Bahia.

"Os mariscos que pescamos ninguém quer comprar. E os que cozinhamos ficam com gosto de óleo", conta Santos. Segundo ele, manguezais de municípios vizinhos também foram afetados.

O Inema (Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) diz ainda não saber se sabe o vazamento foi provocado por algum problema na Refinaria Landulpho Alves, que pertence à Petrobras, ou se o combustível foi liberado por algum navio.

Em nota divulgada ontem (17), a Capitania dos Portos informou que amostras da água foram retiradas para análise e elaboração de um laudo técnico ambiental.

Uma equipe do Inema esteve no local com equipes da Petrobras para fazer a limpeza da área.

O secretário do Meio Ambiente de Madre de Deus, Antônio Souza, disse que sobrevoou o local com especialistas e afirmou que mancha tem entre quatro e seis quilômetros de extensão.

Segundo o secretário, 80% do óleo derramado já foi retirado.
O Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) disse ainda não ter um diagnóstico do problema.

A assessoria de imprensa da Petrobras informou que a estatal não provocou o vazamento, mas enviou uma equipe de limpeza para o local.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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