terça-feira, 3 de julho de 2012

Chinesa Wuhan desiste de siderúrgica com EBX no Brasil


XANGAI (Reuters) - A Wuhan Iron & Steel, quarta maior produtora de aço da China, desistiu do plano de construir uma siderúrgica de 5 bilhões de dólares no Brasil em joint-venture com o grupo EBX, após uma série de estudos de viabilidade ter concluído que o risco era muito alto, publicou nesta terça-feira o 21st Century Business Herald.

Citando duas fontes não identificadas, o jornal afirma que problemas de logística, transporte e fornecimento de carvão de coque eram os principais motivos da decisão.

A siderúrgica, que seria instalada na zona industrial do porto de Açu, que está sendo erguido pela LLX no Rio de Janeiro, exigiria a construção de uma ferrovia de 300 quilômetros para transportar matéria-prima para a usina.

Procurada no Brasil, a EBX não pode comentar o assunto de imediato.

"O custo da construção de uma ferrovia tão longa é muito alto e aumentou muito o valor total do projeto", disse uma das fontes ao jornal.

A divulgação do abandono dos planos da Wuhan acontece em um momento em que o grupo alemão ThyssenKrupp estuda opções para a Companhia Siderúrgica do Atlântico, usina recém construída no Rio de Janeiro que passou por estouros de orçamento e cronograma e problemas ambientais.

A possível desistência também ocorre em um dos piores momentos da indústria de produção de aços planos no Brasil, em meio ao excesso de oferta internacional, custos elevados e lentidão do mercado interno. No final de junho, o Instituto Aço Brasil (IABr) reduziu sua previsão de produção de siderúrgicas do país em 2012, de 37,5 milhões para 36 milhões de toneladas.

A Wuhan fez vários estudos de viabilidade nos últimos três anos e concluiu todas as vezes que havia muitos riscos, que poderiam fazer os custos dispararem.

A siderúrgica, com capacidade para 5 milhões de toneladas por ano, seria o maior investimento da China no Brasil e a maior siderúrgica do país no exterior. O cronograma inicial previa início de produção em 2012.

O projeto era uma joint-venture da Wuhan com o grupo EBX, do empresário Eike Batista. O grupo chinês teria uma participação de 70 por cento.

As siderúrgicas da China, maior produtor mundial de aço, têm tentado expandir suas operações de manufatura no exterior, mas os esforços têm obtido pouco sucesso.

Em 2003, uma das maiores siderúrgicas chinesas, a Baosteel começou a negociar com a Vale para a construção conjunta de uma usina no Brasil. Embora tenham chegado a um acordo em 2007 para levantar a unidade no Espírito Santo, a crise global financeira obrigou as empresas a cancelarem o projeto.

Outras siderúrgicas chinesas, como a Jinan e a Tangshan, também fracassaram em seus planos para o exterior, segundo a imprensa local.

REUTERS BRASIL

Produção industrial cai 4,3% em maio na comparação com 2011, a nona queda seguida


RIO — A produção industrial brasileira caiu 0,9% em maio na comparação com abril, sua terceira queda mensal consecutiva, informou nesta terça-feira o IBGE. Em relação a maio do ano passado, o indicador tombou 4,3%, o nono recuo seguido e o mais intenso registrado nesse tipo de comparação desde setembro de 2009, auge da crise global, quando foi de 7,6%. Como resultado dessas quedas sucessivas, a indústria acumula um retrocesso de 3,4% no ano e de 1,8% nos últimos 12 meses — o mais intenso desde de fevereiro de 2010 (-2,6%).

O resultado de maio intensifica o desempenho já negativo da indústria brasileira nos últimos meses. Segundo o coordenador de Indústria do IBGE André Macedo, o desempenho reflete fatores como o nível de inadimplência maior da economia, que compromete a renda das famílias, os estoques elevados, a concorrência dos produtos importados — mesmo com um câmbio não tão competitivo como já foi — e o próprio cenário da crise internacional, que traz expectativa negativa para os empresários.

— É o terceiro dado negativo frente ao mês anterior, o que resulta em uma perda acumulada de 2% nos últimos três meses. Pelo resultado de maio, vemos um perfil de queda bem generalizada para o setor industrial, em todos os níveis de comparação. Pelas categorias de uso, o único resultado positivo foi apresentado pelo segmento de bens intermediários, que subiu 0,2% — afirmou Macedo.

A retração ocorrida em maio foi maior do que estimavam os analistas do mercado financeiro. Segundo pesquisa realizada pela agência de notócias Reuters, esperava-se, em média, uma queda de 0,7% na comparação mensal e de 3,3% na anual.

O recuo na produção industrial ocorreu em 14 dos 27 setores da indústria pesquisados, na comparação com o mês de abril. Frente a maio de 2011, a queda atingiu 17 setores. Após reagir nos últimos três meses, o setor de veículos automotores foi o principal impacto negativo no desempenho da indústria em maio, sem refletir, ainda impacto da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

A produção de veículos automotores caiu 4,5% em maio, frente a abril, e 16,8% frente a maio de 2011. Se considerarmos apenas automóveis, a queda em maio foi de 5,3%. O segmento de Alimentos também mostrou retração em maio, de 3,4%, acumulando perdas de 7,1% em dois meses seguidos de recuo na produção.

— Ainda não conseguimos observar impacto da medida mais recente de redução do IPI para carros, mas vemos algum reflexo das medidas de redução do IPI para linha branca e móveis — disse Macedo.

A produção de eletrodomésticos da linha branca (geladeira, fogão e refrigerador) avançou 8,5% em maio e 9% em abril, considerando a comparação frente a igual mês do ano anterior. Já o setor de móveis teve alta de 22,3% da produção em maio e 14,7% em abril. Setores que não receberam o incentivo tributário, no entanto, não tiveram o mesmo desempenho. O setor de outros eletrodomésticos — que inclui micro-ondas e liquidificadores, entre outros — teve queda de 25,5% da produção em maio e 13,6% em abril.

IBGE revisa para baixo resultado dos meses anteriores
Se os resultados da indústria ao longo do ano já eram desanimadores, o IBGE divulgou nesta terça uma revisão dos dados de meses passados que piora a situação do setor. A variação da produção em abril foi revisada de -0,2% para -0,4%; a de março, de -0,5% para -0,8%; a de fevereiro, de 1,3% para 1,2%; e a de janeiro, de -1,7% para -1,9%.

As mudanças são resultado da inclusão de novos dados enviados por informantes e pela adaptação da série com ajuste sazonal à entrada dos indicadores do mês de maio.

O GLOBO

Retração econômica na Grécia será maior do que o previsto, diz novo governo


O novo governo grego revelou nesta terça-feira que a gravidade da crise econômica no país é pior do que as previsões apontavam até então.
De acordo com os dados, considerados "alarmantes" pela nova administração, a economia do país deve sofrer retração de 6,7% neste ano, número que supera as previsões anteriores.
Um porta-voz do governo diz que as novas cifras devem ser apresentadas aos credores internacionais (Fundo Monetário Internacional, União Europeia e Banco Central Europeu) ainda nesta semana, durante uma visita a Atenas.
A intenção é demonstrar ao grupo que as medidas de austeridade exigidas em troca do pacote de ajuda estão sendo contraproducentes e impedem o crescimento.
BBC BRASIL

Foto de John Travolta beijando piloto circula na internet


Mais uma pedra foi atirada contra a vidraça de John Travolta. Após ser acusado de assédio sexual por três massagistas, demitir o empresário e ver seu casamento com Kelly Preston se acabar por conta dos escândalos, tem circulado na web uma foto do ator beijando na boca um piloto de avião.
O rapaz em questão é Doug Gotterba, um piloto com quem Travolta teve um caso por seis anos. Em entrevista ao tabloide The National Enquierer, Joan Edwards, ex-secretária do ator, afirmou que o ex-patrão sempre foi gay. "Eu fazia tudo para ele, incluindo cuidar de sua agenda profissional. Sempre soube que ele era gay e isso nunca me incomodou", disse.
Além desta declaração, Joan contou que Travolta e Gotterba, que atualmente trabalha em uma companhia aérea da Califórnia, tinham contatos íntimos. "Doug me contava que eles mantinham relações sexuais", disse.
ESTADÃO

Vocalista da banda Lamb of God é preso 2 anos após matar fã em show


Acusado de matar um fã num show realizado no dia 24 de maio de 2010, Randy Blythe, vocalista da banda Lamb of God, foi preso na quinta-feira (28) ne República Checa e deve permanecer na prisão por mais dez dias após ter pago a fiança de 125 mil euros para responder ao crime em liberdade. Mesmo livre, ele deverá permanecer na cidade de Praga, onde aconteceu a morte, até que o juiz dê a sentença final sobre o caso.
De acordo com o site NME, Blythe empurrou um fã de cima do palco. Ele bateu a cabeça, teve sangramento no cérebro, sofreu graves lesões e outros ferimentos pelo corpo. Após 14 dias internado, o rapaz morreu e a polícia de Praga considerou o crime como lesão corporal de 4º grau.
Antes de ser preso, Blythe disse à imprensa que o fã subiu ao palco três vezes e estava atrapalhando o show. Nas duas primeiras, os seguranças conseguiram contê-lo. No entanto, na terceira vez ele burlou a barreira. Foi aí que o cantor o empurrou com a intenção de devolvê-lo à plateia.
A imprensa internacional publicou um comunicado oficial da assessoria de imprensa do Lamb of God, que  contesta a prisão do vocalista. "A produção informa que uma vez que nenhuma acusação formal foi feita e o caso está apenas nos estágios de investigação, seria prematuro declarar um comunicado cheio de meias verdades e insinuações. Novamente, até que as investigações sejam concluídas nesse fim de semana, nada mais será divulgado, mas esclarecimentos deviam ser prestados e os fatos elucidados quanto a esse ponto em específico que fora noticiado, que estava totalmente incorreto", finalizou.
O vídeo abaixo mostra o momento em que Randy Blythe e um segurança empurram a vítima para fora do palco. Veja:
ESTADÃO

Ao menos dez morrem em acidente com carreta e van na Bahia


Ao menos dez pessoas morreram na manhã desta terça-feira na batida de uma van com uma carreta na região metropolitana de Salvador, na Bahia.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, o acidente ocorreu na rodovia BR-324 por volta das 5h, na altura do km 591, em Candeias.

Os dois veículos trafegavam no sentido Salvador quando a van, ocupada por 16 pessoas, bateu na lateral da carreta, que estava na faixa da direita.

O motorista da van perdeu o controle do veículo, que ficou preso na carreta e foi arrastado por alguns metros.

Nove passageiros da van morreram no local e outros cinco foram levados para o Hospital Geral do Estado, em Salvador.

De acordo com a Secretária Estadual da Saúde, um deles não resistiu aos ferimentos e morreu e outro está internado na UTI (Unidade de terapia Intensiva) em estado grave. Dois feridos ainda estão passando por exames e um já teve alta.

A concessionária Via Bahia, responsável pela rodovia, informou que seis pessoas envolvidas no acidente, inclusive o motorista da carreta, não tiveram ferimentos.

Inicialmente, a PRF afirmou que os mortos no acidente chegavam a 11, mas depois atualizou a informação.

De acordo com Mércia Oliveira, inspetora da PRF, o trecho onde ocorreu o acidente é duplicado, não tem curvas e está com o pavimento em boas condições.

Uma análise preliminar no tacógrafo da carreta apontou que ela estava a 85 km/h, sendo que o limite no local é de 100 km/h. O tacógrafo da van não marcou a velocidade.

A carreta tem placa de Itaúna (MG) e a van, uma Renault Master, é de Santo Amaro (BA). Segundo a PRF, ela transportava trabalhadores que haviam saído do município de Saubara.

Os veículos ainda estavam na rodovia por volta das 12h40. Segundo a Via Bahia, o congestionamento já atingia sete km no sentido Salvador.

FOLHA

luishipolito@outlook.com

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