segunda-feira, 9 de julho de 2012

Exército deixa complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro


As tropas do Exército deixaram os complexos do Alemão e da Penha,  na zona norte do Rio,  na manhã desta segunda-feira, 9, pouco mais de um ano e sete meses depois da ocupação. A saída dos homens foi acompanhada de uma solenidade com a presença do Ministro da Defesa, Celso Amorim, e do governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB).
As tropas entraram nas comunidades no dia 26 de novembro de 2010, com o objetivo de tomar os territórios controlados por traficantes e permitir a instalação de Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs). Com um efetivo médio de 1,3 mil homens, o exército começou a deixar a área em março deste ano, sendo substituído gradativamente pela Polícia Militar, que agora passa a ficar responsável pelo policiamento.
De acordo com informações do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, 8.764 militares participaram da ocupação desde 2010. No período, marcado por conflitos com moradores e confrontos com criminosos, a operação contabilizou o seguinte balanço:
Apreensões
- 215 kg de entorpecentes
- 302 automóveis 
- 197 motos
- 131 máquinas caça-níquel
- 102 eletroeletrônicos
- 42 armas diversas
- 2.015 munições
- 79 carregadores
- 13 granadas
- R$ 170 mil
Prisões e Detenções
- 733
ESTADÃO

Ministro Arnaldo Süssekind morre aos 95 anos no Rio de Janeiro


Morreu na manhã desta segunda-feira (9), no Rio, o jurista e ministro do Trabalho Arnaldo Lopes Süssekind, último remanescente da comissão que criou, em 1943, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Süssekind morreu no dia de seu aniversário de 95 anos em consequência de uma insuficiência respiratória, seguida de parada cardíaca.


De acordo com nota enviada pelo TRT do Rio (Tribunal Regional do Trabalho), Süssekind atuou até os últimos dias de vida como consultor jurídico da Vale e como conselheiro da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro.

Tido como um dos maiores ícones do direito do trabalho no Brasil, Süssekind tinha apenas 24 anos quando atuou na formulação da CLT, criada pelo então presidente da República Getúlio Vargas. Ele lançou seu primeiro livro, o "Manual da Justiça do Trabalho", em 1941, quando Vargas criou a Justiça do Trabalho no Brasil.

Süssekind foi ministro do Trabalho e Previdência Social no governo Castello Branco, de abril de 1964 a dezembro de 1965, época em que as duas áreas estavam unificadas numa só pasta.

Ele foi também ministro da Agricultura, em 1964, no governo de transição entre a renúncia de Jânio Quadros e a posse de João Goulart.

O jurista será velado no prédio do TRT do Rio, que, inclusive, leva seu nome. O corpo será cremado na terça-feira, no cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona norte do Rio de Janeiro.

FOLHA DE S. PAULO

luishipolito@outlook.com

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