As economias de países emergentes deveriam adotar medidas flexíveis e eficientes para evitar uma desaceleração econômica e ao mesmo tempo combater a inflação, declarou o governo da China em comunicado depois do encontro de líderes financeiros do G20.
A China também pediu aos países desenvolvidos que acelerem sua consolidação fiscal e reformas para ajudar na recuperação da economia global. Em uma economia globalizada, e em fase aguda da crise europeia e norte-americana, os países em desenvolvimento já sentem o impacto da diminuição da demanda dos países ricos.
Nesta semana, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se mostrou mais pessimista com a crise financeira e afirmou que o Brasil poderá ser afetado pela crise europeia caso a China sofra uma desaceleração maior na sua economia. Segundo ele, o governo se preocupa porque o país asiático é o principal parceiro comercial brasileiro.
"O perigo é que com essa contração da economia mundial, que vai suceder essa crise, os países emergentes dinâmicos, como a China, sejam afetados. Temos que torcer para que a economia chinesa não tenha uma desaceleração, porque aí, sim, nos afeta", afirmou o ministro.
No dia 10, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgou dados pessimistas sobre as perspectivas para as maiores economias do mundo. Segundo o estudo, os países ricos continuam vendo seu desempenho econômico piorar. O índice para os 33 países-membros da OCDE caiu pelo quinto mês seguido em agosto, de 101,4 em julho para 100,8. Apenas o Japão não apresentou queda.
Segundo o relatório, o índice de agosto de 2011, criado para antecipar os pontos de mudança na atividade econômica e tendências, continua a indicar uma desaceleração na maioria dos países da OCDE e naqueles não membros também.
"Para todas as grandes economias, exceto o Japão, os índices estão agora apontando fortemente para uma desaceleração da atividade econômica abaixo da tendência de longo prazo", disse a OCDE.
O índice para o G7 caiu para 101,1 em agosto, comparado a 101, em julho. O da zona do euro recuou 9 pontos, para 99,8.
FOLHA

